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CVM abre mais dois processos para investigar a JBS

Órgão regulador de mercado vai investigar parte do grupo de controle da empresa e atuação de funcionários e acionistas na delação de Joesley Batista

Por Da redação 24 Maio 2017, 09h10

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu dois novos processos administrativos para investigar a JBS. A autarquia já havia iniciado outras cinco ações de investigação sobre a companhia na semana passada, inclusive para apurar eventual prática de insider trading no mercado de câmbio e a atuação do Banco Original, controlada pela J&F Investimentos.

  • Um dos processos abertos na última terça-feira diz respeito à “veracidade da divulgação dos controladores diretos e indiretos, até os controladores que sejam pessoas naturais, da Blessed Holdings”, que faz parte do grupo de controle da JBS, informa a CVM.

    O segundo processo vai analisar a conduta de administradores e acionistas controladores da companhia, em relação aos deveres fiduciários previstos na Lei das S.A., “em razão dos fatos que ensejaram a celebração de acordo de colaboração premiada entre executivos da Companhia e da sua controladora e o Ministério Público Federal”.

    Na última sexta-feira, a CVM divulgou que os processos abertos na última semana buscam esclarecer: se houve uso de informação privilegiada para negociação (insider trading) de ações e dólar no mercado futuro; a negociação de ações entre a JBS e seu acionista controlador (FB Participações S.A, que tem entre seus sócios os irmãos Joesley e Wesley Batista); a atuação do Banco Original (que é da J&F, dona da JBS) no mercado de derivativos (um tipo de ativo financeiro); a atuação da JBS no mercado de dólar futuro; detalhes sobre a delação do Joesley Batista.

    A empresa enfrenta forte queda nas ações em meio ao envolvimento em investigações judiciais e operações da polícia. Além da Carne Fraca, que investiga um esquema de corrupção envolvendo fiscais da agricultura e frigoríficos, a JBS também é alvo de outras operações da Polícia Federal– a Bullish, que investiga contratos de 8 bilhões de reais uma subsidiária do BNDES com a JBS; a a Greenfield, que investiga o uso irregular de dinheiro de fundos de pensão para a JBS; a Sepsis apura liberação indevida de recursos do fundo de investimentos do FGTS; a Cui Buono, que investiga fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica Federal.

    Outro lado

    Procurada pela reportagem, a JBS disse que recebeu as notificações da CVM e vai responder dentro do prazo. “A Companhia está cooperando completamente com as autoridades para solucionar as questões em aberto”, diz em nota.

    (Com Estadão Conteúdo)

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