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Crescimento dos EUA no 1o tri é revisado de 2,2% para 1,9%

WASHINGTON, 31 Mai (Reuters) – O crescimento econômico dos Estados Unidos foi um pouco mais lento do que inicialmente previsto no primeiro trimestre, uma vez que as empresas reabasteceram as prateleiras a um ritmo moderado e os gastos do governo recuaram com força.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu a uma taxa anual de 1,9 por cento, informou o Departamento do Comércio nesta quinta-feira, em sua segunda estimativa, ante primeira leitura no mês passado de 2,2 por cento. A economia havia crescido 3 por cento no quarto trimestre.

O relatório também mostrou que os lucros corporativos após impostos recuaram pela primeira vez em três anos.

Uma modesta revisão para baixo dos gastos do consumidor, que respondem por cerca de 70 por cento da atividade econômica dos EUA, e crescimento mais forte das importações também foram responsáveis pela produção mais fraca no primeiro trimestre.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o crescimento seria revisado para 1,9 por cento.

Os estoques empresariais subiram 57,7 bilhões de dólares, ante 69,5 bilhões estimados anteriormente, acrescentando apenas 0,21 ponto percentual ao crescimento do PIB comparado com 0,59 ponto na estimativa anterior.

Enquanto o pequeno avanço dos estoques segurou o crescimento no trimestre entre janeiro e março, o reabastecimento das prateleiras, o recuo dos preços da gasolina e uma melhora do mercado imobiliário devem garantir um impulso da produção no segundo trimestre.

O crescimento no segundo trimestre é atualmente estimado em 2,5 por cento.

Excluindo os estoques, a economia cresceu a uma taxa revisada de 1,7 por cento no primeiro trimestre, ante 1,1 por cento no quarto trimestre.

Os gastos dos consumidores cresceram a um ritmo de 2,7 por cento em vez dos 2,9 por cento reportados anteriormente. O resultado ainda mostra aceleração ante os 2,1 por cento do quarto trimestre.

Os gastos do governo recuaram a uma taxa mais forte de 3,9 por cento, ante 3 por cento reportado anteriormente. Tanto as exportações quanto as importações ficaram muito mais fortes do que estimado inicialmente.

Do lado positivo, os gastos empresariais com equipamentos e software foram revisados para cima para mostrar um crescimento mais firme de 3,9 por cento, ante 1,7 por cento como reportado antes.

Entretanto, há sinais de que os gastos empresariais enfraqueceram no início do segundo trimestre.

A construção residencial foi revisada para cima e a redução dos investimentos em estruturas não residenciais não foi tão profunda como imaginado anteriormente.

Quando medida pelo lado da receita, a economia expandiu 2,7 por cento. O PIB subiu a uma taxa revisada de 2,6 por cento no quarto trimestre, ante alta de 4,4 por cento anteriormente. A receita pessoal real disponível para o quarto trimestre foi revisada de 1,7 por cento para 0,2 por cento. Para o primeiro trimestre, a alta foi de 0,4 por cento.

O departamento também informou que os lucros corporativos após impostos recuaram 4,1 por cento, a maior queda desde o quarto trimestre de 2008, uma vez que os impostos comeram uma grande parte dos lucros. Lucros após impostos subiram 1,1 por cento no quarto trimestre.

(Reportagem de Lucia Mutikani)