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CPI dos EUA mostra novo sinal de perda de força e acumula alta de 3% em um ano

Dados vêm abaixo das projeções do mercado em meio ao prolongamento do shutdown, que já impacta serviços públicos

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 out 2025, 10h03 • Atualizado em 24 out 2025, 10h33
  • O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira (24) que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,3% em setembro. Em 12 meses, a inflação norte-americana acumula alta de 3%.

    O encarecimento dos combustíveis foi o principal responsável pela pressão inflacionária no mês: apenas a gasolina subiu 4,1%, impulsionando o aumento de 1,5% no grupo de energia. Os alimentos também voltaram a subir, embora em ritmo moderado. No total, a alta foi de 0,2%, com os itens consumidos em casa avançando 0,3% e aqueles consumidos fora do lar subindo 0,1%.

    Já o núcleo do CPI, que exclui preços mais voláteis, como os de energia e alimentos, aumentou 0,2% em setembro e acumula 3% em 12 meses. O número ficou abaixo das estimativas do mercado. De acordo com previsões compiladas pela Broadcast, analistas esperavam aumentos de 0,4% no índice cheio e de 3,1% na taxa anual. Para o núcleo, a projeção era de altas de 0,3% no mês e 3,1% no comparativo anual.

    William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, acredita que se trata de um dado positivo, que ajuda a descomprimir os yields (rendimento) dos títulos americanos. “Dá para dizer que a inflação não está necessariamente desacelerando, mas também não surpreende para cima e, olhando os componentes, a dinâmica parece favorável”, explica William.

    Os resultados reforçam uma leve desaceleração em relação a agosto, quando o CPI havia subido 0,4% na variação mensal, enquanto o núcleo avançou 0,3%. Na comparação anual, a inflação havia marcado 2,9%, com o núcleo em 3,1%.

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    Shutdown nos EUA completa 24 dias

    Os Estados Unidos atravessam um impasse fiscal que já dura 24 dias, com parte do governo federal paralisada por falta de recursos. É o primeiro dado relevante de inflação divulgado desde o início do shutdown, mas a coleta dos preços foi concluída antes da interrupção administrativa.

    O bloqueio orçamentário já afeta o funcionamento de serviços públicos e infraestrutura essencial, com relatos de atrasos em operações, suspensão de atividades e aumento da sobrecarga de trabalhadores considerados essenciais, muitos deles sem remuneração. A continuidade do impasse aumenta a incerteza sobre política fiscal e monetária e adiciona riscos à confiança do setor privado e ao desempenho dos mercados financeiros.

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