Cortes nas big techs chegam ao Google, que irá demitir 12 mil pessoas
Em e-mail a funcionários, o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, atribui medida a "realidade econômica distinta"; nesta semana, Microsoft anunciou 10 mil cortes

A Alphabet, dona do Google, anunciou nesta sexta-feira, 20, que fará corte de 12 mil empregos em todo mundo. O plano de reestruturação, com a ceifa de postos de trabalho, segue a tendência de outras big techs que vêm anunciando milhares de demissões desde novembro do ano passado. O corte corresponde a 6% da força de trabalho da companhia.
“Decidimos reduzir nossa força de trabalho em aproximadamente 12.000 empregos”, disse o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, em um e-mail enviado aos funcionários divulgado pela agência Reuters. “Estou confiante sobre a enorme oportunidade diante de nós, graças à força de nossa missão, ao valor de nossos produtos e serviços e aos nossos investimentos iniciais em IA”, afirmou aos funcionários.
Na mensagem, Pichai afirma que as demissões são uma resposta a “uma realidade econômica distinta, que enfrentamos hoje”. Depois da aceleração durante os períodos mais duros da pandemia de Covid-19, as empresas de tecnologia passaram a ter um cenário diferente. Além de menor demanda, há no radar uma desaceleração econômica global, com inflação e juros altos presentes nas grandes economias.
“Fizemos uma revisão rigorosa em todas as áreas de produtos e atividades para garantir que nosso pessoal e nossos cargos estejam alinhados com nossas prioridades mais importantes como empresa”, escreveu Pichai. “Os postos que estamos removendo refletem o resultado dessa revisão. O fato de essas mudanças terem um impacto na vida dos ‘Googlers’ pesa muito sobre mim e assumo toda a responsabilidade pelas decisões que nos trouxeram até aqui”, acrescentou o CEO.
O plano de corte da Alphabet foi anunciado um dia depois de a Microsoft divulgar seu plano de demitir 10.000 trabalhadores. Outras grandes empresas de tecnologia, como Meta, proprietária do Facebook, Amazon e Twitter, já haviam informado planos de corte de funcionários, também sob a justificativa de que o setor enfrenta turbulências econômicas. Na Meta, foram anunciados 13 mil cortes. A Amazon, que começou a demitir em novembro, afirmou em janeiro deste ano que 18 mil funcionários serão desligados em todo mundo. Já o Twitter sob o comando de Elon Musk demitiu mais de 4 mil pessoas, metade da força de trabalho da companhia.