Clique e assine a partir de 9,90/mês

Coronavírus na China deve impulsionar exportações de carne do Brasil

Frigoríficos JBS e BRF preveem aumento da demanda por produtos congelados e processados

Por Da Redação - 30 jan 2020, 12h12

Os maiores frigoríficos do Brasil, JBS e BRF, afirmam que a disseminação do coronavírus na China pode ajudar a impulsionar as importações chinesas por seus produtos, ao levantar preocupações quanto à segurança alimentar no país. O presidente da BRF, Lorival Luz, disse que a epidemia pode aumentar as vendas de produtos de carne congelados e processados. “O vírus supostamente teve início em um mercado na China onde eram vendidos animais vivos. (…) Todos produtos de carne congelada e processada da BRF passam por checagens de segurança no Brasil antes de serem exportados globalmente.”

Segundo o presidente da JBS, Gilberto Tomazoni, a China elevou importações de carne durante a epidemia de Sars nos anos 2000. As importações chinesas de carne brasileira já saltaram recentemente após um surto de peste suína africana que dizimou o rebanho de porcos do país. Tomazoni disse esperar que os impactos da peste suína sobre o mercado global de carnes tenha seu auge neste ano.

O novo coronavírus identificado recentemente na China já matou até agora 170 pessoas no país e espalhou-se por mais de uma dezena de países, com mais de 7.000 infectados, gerando nervosismo nos mercados globais. Acredita-se que o vírus teve origem no final do ano passado em um mercado na cidade chinesa de Wuhan que vendia animais silvestres de maneira ilegal.

A JBS e o WH Group, de Hong Kong, assinaram acordo nesta semana que prevê abastecimento do mercado chinês com até 3 bilhões de reais em carne bovina, de frango e suína por ano. Os produtos do grupo WH são comercializados em cerca de 60 mil localidades na China. Mas uma recente pressão de compradores chineses para negociar preços mais baixos pela carne brasileira pode complicar as vendas no curto prazo, reduzindo os lucros de exportadores brasileiros nesse horizonte.

(Com Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade