Consumo das famílias cresce 0,1% com PIB em ritmo fraco no terceiro trimestre
Consumo das famílias avança, mas economia mostra sinais claros de perda de fôlego, aponta IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira, 4, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao terceiro trimestre de 2025. O indicador, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, registrou avanço de 0,1% na comparação com o segundo trimestre do ano, considerando a série com ajuste sazonal.
Em relação a despesa, o setor da Despesa de Consumo das Famílias apresentou uma variação positiva de 0,1%, enquanto a Despesa de Consumo do Governo avançou 1,3%. Já a Formação Bruta de Capital Fixo, que mede os investimentos em máquinas, equipamentos e construção, teve alta de 0,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O resultado representa o menor crescimento desde o quarto trimestre de 2024 e o desempenho mais fraco para um terceiro trimestre desde 2016.
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Ainda segundo o IBGE, a Despesa de Consumo das Famílias acumulou sua 18ª variação positiva consecutiva, com crescimento de 0,4%, sustentada principalmente pela expansão da massa salarial real, pelo aumento das transferências governamentais de renda e pela maior oferta de crédito às famílias. No mesmo período, a Despesa de Consumo do Governo avançou 1,8%.
Na análise da demanda, houve desempenho positivo em todos os principais componentes: o consumo das famílias cresceu 2,1%, o consumo do governo subiu 1,2% e os investimentos avançaram expressivos 6,0%. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram alta de 2,5%, enquanto as Importações cresceram 8,6%, refletindo maior dinamismo da atividade e da demanda interna.
Apesar dos resultados positivos em diferentes frentes, o ritmo mais fraco do PIB reforça os sinais de desaceleração da economia brasileira. Com a perda de fôlego ao longo de 2025, analistas do mercado financeiro já projetam que o crescimento econômico do ano deve ficar entre 2,0% e 2,5%, após três anos consecutivos de expansão próxima a 3,0%, período marcado pela recuperação pós-crise provocada pela pandemia da Covid-19.
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