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Como escolher cursos que podem dar um empurrão à carreira

Nem sempre pós-graduação é a melhor opção, é preciso identificar o seu objetivo profissional com o retorno à sala de aula

Com ofertas de MBA até em enfermagem, moda e comércio eletrônico, fica difícil, no vasto mar dos cursos de pós-graduação, pescar aquele que pode fazer diferença na carreira. A banalização da educação acaba confundindo o profissional, que tem dificuldade em ter certeza de que está fazendo um curso de qualidade e alinhado a sua carreira.

“A escolha depende daquilo que o profissional busca. Não se pode indicar uma pós-graduação, ou qualquer outro curso, simplesmente por ser uma tendência de mercado”, diz Anna Cherubina Scofano, consultora em gestão estratégica de pessoas e professora da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

“O mercado ainda dá valor a instituições de renome, principalmente em pós-graduação. Se não há dinheiro para fazer um MBA, faça uma pós, e se não tem para a pós, faça um curso de seis meses, mas sempre em uma instituição de qualidade”, orienta Fernando Mantovani, diretor-geral da consultoria de recrutamento e seleção Robert Half. Ele cita, entre outras, FIA, Insper, IBMec, FGV e USP como boas opções.

Confira mais dicas de como decidir em qual curso investir seu dinheiro e tempo.

Pergunte-se aonde quer chegar

Ter uma meta profissional, seja um cargo mais alto, uma mudança de área, ou suprir uma deficiência de currículo, é o primeiro passo para decidir o que e onde estudar. “Uma dica é pesquisar no LinkedIn os perfis de profissionais que estão nas cadeiras que um dia você gostaria de sentar. Quais cursos eles fizeram quando estavam no momento de carreira que você está?”, sugere Mantovani.

Converse com seu chefe

Perguntar diretamente ao gestor ou ao departamento de RH da organização qual especialização traria, sob o ponto de vista da empresa, valor ao seu perfil profissional é outra sugestão do consultor de recrutamento.

Pós-graduação não é o único caminho

Ao identificar quais são os cursos que podem agregar às suas lacunas individuais, o profissional pode chegar à conclusão que, não necessariamente, ele precisa de uma pós-graduação.  “Por vezes, é mais interessante um curso técnico, de curta duração, ou uma temporada fora do país, que inclui aprimoramento do idioma, além de ampliar a visão de mundo e proporcionar troca de experiências”, sugere Scofano.

 Como anda o seu inglês?

Mantovani ressalta que a carência de profissionais com inglês avançado, mesmo para cargos de alta hierarquia, é maior do que se imagina. “Mesmo que você trabalhe em uma empresa nacional, não saber inglês pode fazer você perder oportunidades. Sua companhia pode adquirir ou ser adquirida por uma multinacional ou querer expandir-se internacionalmente, por exemplo.”