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Comissão Europeia encaminha plano de ajuste imediato para Itália

Roma, 29 nov (EFE).- A Comissão Europeia pediu para a Itália adotar de forma imediata um plano de ajuste no valor de 11 bilhões de euros, além de uma reforma no sistema de previdência e mais flexibilidade na demissão de trabalhadores.

O jornal italiano ‘La Repubblica’ adiantou as 16 páginas do relatório sobre a Itália, que foi entregue aos ministros de Economia da zona do euro e que será discutido na próxima reunião do Eurogrupo.

‘A Itália tem que enfrentar rapidamente esse preocupante desafio. Porém, o novo Governo sabe como fazer isso’, assinala o documento em referência ao ex-comissário europeu Mario Monti, atual primeiro-ministro.

O terceiro país mais rico da Europa possui uma dívida pública próxima de 120% do Produto Interno Bruto (PIB).

Assinado pelo comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, o relatório aconselha Monti a ‘ser ambicioso ao formular sua agenda’, e assinala que ‘as reformas chaves devem ser aplicadas rapidamente’.

A União Europeia (UE) aconselha o presidente do Governo italiano ‘a explicar de modo convincente o lado insustentável dos custos de um fracasso e os benefícios para uma sociedade de sucesso’, sem se esquecer dos partidos políticos e da opinião pública.

Segundo o ‘La Repubblica’, o documento faz alusão ao risco da falta de pagamento da dívida, que, por sinal, ‘pode aumentar rapidamente na falta de respostas adequadas’. A crise pode ‘ter um impacto limitado sobre o orçamento. Mas, se for persistente, o risco de quebra com graves repercussões para a moeda única pode aumentar’.

Sobre as contas públicas, Bruxelas confirma que o equilíbrio orçamentário em 2013 com déficit zero ‘é um pré-requisito fundamental para o país voltar a ganhar credibilidade e melhorar suas perspectivas de crescimento’ e, por isso, o plano de ajuste de 11 bilhões de euros é algo necessário.

O relatório também aponta que a fraqueza estrutural da Itália e a dívida pública ‘são anteriores à crise global, não partem dela’. No entanto, ‘ao contrário de outros países, a Itália entrou na crise com uma alta taxa de economia e com um setor bancário robusto’.

A Itália perdeu a confiança dos investidores pela incapacidade de desenvolver reformas estruturais nos últimos dez anos, apesar das repetidas chamadas da UE nesse sentido, ressalta o relatório. EFE