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Com trégua dos EUA, União Europeia adia contratarifas por 90 dias

A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que se as negociações com os EUA não forem satisfatórias, a retaliação entrará em vigor

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 abr 2025, 08h37 • Atualizado em 10 abr 2025, 12h39
  • Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuar e aplicar uma pausa de 90 dias em novas tarifas na guerra comercial, reduzindo a taxação para 10% a todos os países — com exceção da China —, a União Europeia decidiu suspender as contramedidas:

    “Tomamos nota do anúncio do presidente Trump. Queremos dar uma chance às negociações. Enquanto finalizamos a adoção das contramedidas da UE, que receberam forte apoio dos nossos Estados-membros, vamos suspendê-las por 90 dias. Se as negociações não forem satisfatórias, nossas contramedidas entrarão em vigor. O trabalho preparatório para outras possíveis contramedidas continua. Como já disse antes, todas as opções permanecem sobre a mesa”, escreveu no X a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

    A União Europeia planejava começar a cobrar contratarifas sobre produtos dos Estados Unidos no valor de cerca de 21 bilhões de euros (ou 23,25 bilhões de dólares) a partir de terça-feira. Isso seria uma resposta às tarifas que o governo Trump colocou sobre o aço e o alumínio europeus.

    Além disso, o bloco europeu ainda está analisando como reagir a outras tarifas que os EUA mantêm — como as que afetam os carros europeus e uma taxa geral de 10% que continua valendo. Logo após o recuo do presidente dos EUA, Von der Leyen disse que isso é um passo importante para dar estabilidade à economia global. Explicou que, para o comércio e as cadeias de suprimento funcionarem bem, é preciso ter regras claras e previsíveis.

    A chefe da Comissão Europeia disse que tarifas são como impostos, que acabam prejudicando empresas e consumidores, por isso sempre defendeu um acordo entre EUA e União Europeia com tarifa zero de ambos os lados.  Segundo ela, a Europa está diversificando seus parceiros comerciais, conectando-se com países que representam 87% do comércio mundial e que compartilham os mesmos valores de liberdade e abertura.

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    “Estamos intensificando nossos esforços para eliminar barreiras dentro do nosso próprio mercado único. Esta crise deixou uma coisa clara: em tempos de incerteza, o mercado único é nosso pilar de estabilidade e resiliência.”

     

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