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Com alta de custos, lucro do Facebook cai 9% no 2º trimestre

Despesas da companhia aumentaram a um ritmo mais rápido que os ingressos, fazendo o lucro trimestral recuar para US$ 719 milhões entre abril e junho

Por Da Redação 29 jul 2015, 18h48

O lucro líquido do Facebook recuou para 719 milhões de dólares no segundo trimestre (0,25 dólares por ação), uma queda de 9,1% na comparação com os 791 milhões de dólares (0,30 dólares por ação) registrados em igual período do ano anterior. O resultado foi afetado por grandes gastos para impulsionar a receita mobile e desenvolver produtos como o serviço de mensagens WhatsApp, o aplicativo de compartilhamento de fotos Instagram e a Oculus Rift, fabricante de fones de ouvido de realidade virtual. No caso da receita, a empresa reportou um aumento de 39% no segundo trimestre, para 4,04 bilhões de dólares, de 2,91 bilhões de dólares no ano passado.

O salto de mais de 1 bilhão de dólares na receita reflete em parte o investimento da empresa para capturar uma audiência que fica boa parte do tempo no Facebook. Durante o trimestre, a empresa melhorou a possibilidade de publicidade no Instagram, com novos formatos de anúncio e opções de alvo. Além disso, disse que começaria a compartilhar receita com criadores de vídeo de maneira a atrair vídeos de alta qualidade para a rede social, em busca de uma fatia dos orçamentos dos anunciantes da televisão.

O Facebook indicou nesta quarta que a publicidade em dispositivos móveis representou cerca de 76% de seus ingressos publicitários, comparado com 73% no primeiro trimestre e 62% no segundo trimestre do ano passado. “Este foi outro trimestre sólido para nossa comunidade”, disse em comunicado o fundador e executivo-chefe do Facebook, Mark Zuckerberg.

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Despesas – No total, os custos e despesas da empresa totalizaram 2,77 bilhões de dólares no período, um incremento de 82%. Em abril, o Facebook disse que os custos e as despesas da companhia iam aumentar até 65% neste ano, com o investimento em centros de dados, novas contratações e outras iniciativas de longo prazo, incluindo realidade virtual e drones impulsionados pela energia solar.

(Da redação)

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