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A verdade sobre cidade da Itália dar € 2.000 para novos moradores

Anúncio de incentivo para reverter declínio populacional causou alvoroço e atraiu atenção de milhares de pessoas, mas há várias condições

Por Da redação - Atualizado em 14 maio 2017, 13h26 - Publicado em 10 maio 2017, 15h35

A notícia de que a cidade italiana de Bormida planeja dar 2.000 euros (6.900 reais) em 2018 como incentivo para quem decidir morar no local causou alvoroço e atraiu milhares de interessados do mundo todo. A bucólica vila  situada no alto de um morro e há poucos quilômetros do paradisíaco mar da Riviera Italiana tenta reverter seu declínio populacional.

Mas, na verdade, para se ter acesso ao benefício, é preciso cumprir uma série de requisitos, como ser cidadão italiano e ter renda familiar acima de 10.000 euros (34.000 reais) e se inscrever em um concurso público. E não se trata de pagamentos em dinheiro: o que a cidade fará é abrir um programa de incentivo para aluguel de apartamentos.

Ocorre que uma outra proposta do prefeito Danielle Galliano, de dar um incentivo de 2.000 euros a quem comprasse casas no local, foi erroneamente interpretada como oferta de pagamento mensal. A medida do chefe do executivo local ainda depende de aprovação estadual.

A procura foi tamanha que Galliano foi às redes sociais para fazer avisar a quem sonha em se tornar o mais novo vizinho das Cinque Terre.”A Itália é um país maravilhoso, mas, como outros  está na crise econômica, até hoje já fomos seguidos por mais de 17.000 pessoas e, infelizmente, não é realmente possível encontrar ajuda para todos”, escreveu o mandatário em seu Facebook.

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Os detalhes do auxílio para o aluguel serão divulgados em dois meses, segundo a prefeitura. Bormida, que contava com cerca de 1000 pessoas no início do século 20, registrava 387 pessoas em 2015, segundo o censo italiano.

Para os nascidos no Brasil, vale a pena ficar de olho na tramitação, pois o país europeu é um dos que reconhecem a cidadania pelo conceito de jus sanguini, ou seja, o direito de sangue. Isso significa que brasileiros que tenham ascendência italiana podem requerer pela dupla-cidadania independente se são filhos, netos, bisnetos ou mesmo tataranetos de italianos.

 Na dúvida, vale a pena ficar com o passaporte em dia.

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