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Celulose e ferro-níquel: Recuos de Trump deixam um quarto das exportações brasileiras fora do tarifaço

Lista de exceções cresceu, mas 35% dos produtos brasileiros ainda pagam a alíquota de 50% para entrar nos EUA

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 set 2025, 15h59 • Atualizado em 12 set 2025, 18h14
  • Após o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciar na quinta-feira, 11, que a maior parte das exportações brasileiras de celulose e ferro-níquel foram totalmente excluídas do tarifaço americano, a parcela isenta das vendas brasileiras aos EUA subiu para cerca de 25%. Ou seja, hoje um quarto de tudo que o Brasil vende aos americanos não paga a sobretaxa imposta pelo presidente Donald Trump — cuja política comercial protecionista tem sido marcada por sucessivos recuos.

    O presidente dos EUA retirou a celulose e o ferro-níquel da lista de produtos taxados através de uma Ordem Executiva publicada na última sexta-feira, 5. Antes, esses produtos estavam sujeitos à tarifa mínima cobrada pelos americanos, de 10%. Outros itens, como o café, não tiveram sorte. Os grãos seguem pagando uma tarifa cheia de 50% para entrar nos EUA — a taxa mais alta cobrada contra o Brasil.

    Quase 35% das exportações brasileiras aos Estados Unidos seguem sujeitas à alíquota elevadíssima de 50%, segundo dados do MDIC. Outros 16,7% das vendas aos americanos hoje pagam a alíquota mínima de 10%. Em paralelo, pouco menos de um quarto das exportações do Brasil foram enquadradas pela Seção 232 da lei comercial americana, de modo que contam com tarifas específicas a depender do setor.

    O Brasil exportou cerca de 1,84 bilhão de dólares em celulose e ferro-níquel para os EUA em 2024. À época, esses produtos representavam 4,6% das vendas ao país. Papéis em geral e painéis de madeira, produtos derivados da celulose, não foram incluídos no rol de isenções e seguem pagando uma tarifa de 50%.

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