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Carta ao leitor: A produtividade que incomoda

E a notícia que temos para os que se sentem afetados é: há muito mais por vir

Por Redação Atualizado em 13 dez 2024, 08h24 - Publicado em 13 dez 2024, 06h00

Duas notícias recentes ilustram como a eficiência do agro brasileiro alcança repercussão mundial — e chega a atemorizar concorrentes. Ambas tiveram como origem a França, outra força da agropecuária, mas cujas condições vão sendo ultrapassadas em vários aspectos. Um dos episódios foi o protagonizado pelo Carrefour, rede de supermercados com sede em Paris e ampla presença por aqui. Para agradar a fornecedores franceses, o presidente mundial do grupo cometeu a imprudência de criticar a qualidade da carne brasileira. Sem fundamento, sua declaração teve de ser sucedida por um pedido público de desculpas aos produtores brasileiros. Em outro episódio, coincidindo com o avanço dos entendimentos para a assinatura do acordo Mercosul-­União Europeia, ninguém menos que o presidente Emmanuel Macron se pronunciou. Ele classificou de “inaceitável” o livre comércio entre os dois blocos. Boa parte da razão para o esperneio dos franceses, como também de outros europeus, tem a ver com o avanço da agroindústria brasileira nas últimas décadas. De grande importador de alimentos, o Brasil virou o jogo e se tornou um dos principais celeiros mundiais, a ponto de competir com produtores europeus dentro de seus quintais.

Se essa eficiência incomoda, a notícia que temos para os que se sentem afetados é: há muito mais por vir. Tome-se o exemplo do cultivo de grãos. Após um raro ano de baixa em razão de reveses climáticos, o Brasil caminha para mais um recorde na produção. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), empresa ligada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, a próxima safra de soja, milho, arroz, feijão, trigo e outros itens deve ultrapassar 322 milhões de toneladas. E, dentro de dez anos, poderá beirar 380 milhões de toneladas. Uma década atrás, a produção foi de 187 milhões de toneladas. Essa arrancada se dá com incremento muito menor da área plantada. Ou seja, o motor principal é o crescimento da produtividade.

Reportagem deste Caderno Especial de VEJA (a partir da pág. 8) mostra que o Brasil está entre os três líderes globais em produtividade de vários itens agrícolas, sendo o campeão em feijão e laranja e o vice em algodão, arroz e soja. Essa capacidade de evoluir é valiosa para milhões de pessoas carentes de segurança alimentar. “O mundo precisa do Brasil”, diz o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues em entrevista também nesta edição. E o agro do país tem tudo para corresponder.

Publicado em VEJA de 13 de dezembro de 2024, edição especial nº 2923

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