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Carnaval dos acessórios aquece as vendas no comércio popular

Estimativa de crescimento na região da 25 de Março é de 12% neste ano em relação a 2018 ; VEJA preparou um camarim virtual com os adereços mais vendidos

Por Clara Valdiviezo Atualizado em 22 fev 2019, 16h20 - Publicado em 22 fev 2019, 07h00

Antes de colocar o bloco na rua, o folião está colocando o pé no comércio popular para achar o look do Carnaval sem gastar muito. De olho na retomada da economia e na vontade do folião de economizar, a aposta em lojas de rua são acessórios como tiaras de todos os tipos, saias de tule, bodies metalizados e muito, muito glitter. A expectativa na região da 25 de Março, principal centro de comércio popular da capital paulista é um aumento de 12% nas vendas em relação as festas do ano passado, aponta um levantamento da Univinco, associação dos lojistas da região.

A folia deve ser animada em todo o país: um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), seis em cada 10 brasileiros vão pular Carnaval. Cada um dos foliões deve movimentar 634 reais entre compras de fantasia, comida, bebida, serviço de transporte e outros.

 

  • “Mais do que uma grande festa, o carnaval impulsiona muitos setores da economia, especialmente o comércio e serviços, além da indústria do turismo, que comemoram o enorme alcance da data e se preparam para atender a uma demanda de consumo diversificada”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

    O comerciante Pierre Sfeir, dono de uma rede de lojas na região da 25 de Março, sente o aquecimento nas vendas e declara que o Carnaval virou seu melhor período de vendas no ano. Em 2019, o volume de vendas deve ser 20%. Além de um otimismo maior do consumidor, Sfeir atribui a alta ao Carnaval tardio, que neste ano é apenas em março e dá mais fôlego após o fim de ano para o consumidor se separar. 

    O investimento para uma fantasia não é alto. Segundo Sfeir é possível montar um look completo com apenas 50 reais ou então usar a mesma verba para investir em diferentes adereços: as tiarinhas custam na faixa dos 8 reais e as máscaras de políticos, como a do presidente Jair Bolsonaro, saem por 5 reais.

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    Segundo o comerciante, o aumento de blocos de rua a cada ano faz com que as vendas se aqueçam.  “O carnaval renasceu com os bloquinhos, o carnaval de rua, especialmente em São Paulo, o carnaval trouxe uma vida nova, uma nova economia pra cidade, e cresce a cada ano”, disse o comerciante. Este ano serão 570 blocos a desfilar pela cidade de São Paulo, 79 a mais do que no ano passado.

    Com que tiara eu vou?

    Saias de tule, tiaras e glitter são os campeões de venda de 2019. Unicórnio, sereia, mulher-maravilha, máscaras de políticos, são alguns dos exemplos que veremos em massa nas ruas. A novidade do ano é a tiara de girassol, que chegou esse ano à loja de Sfeir e vendeu 18.550 unidades até a terceira semana de fevereiro, a expectativa é que 25.000 tiaras de girassol sejam vendidas até a semana do Carnaval.

    Para ajudar o folião a decidir a fantasia antes de sair de casa, VEJA preparou uma ferramenta especial: nela, é possível experimentar duas das tiaras do momento, o Girassol e de Jenifer, o hit do verão. Com o camarim virtual você pode compartilhar uma foto carnavalesca com os amigos antes da folia começar. Para utilizá-lo, é necessário estar conectado ao Facebook. Confira: 

    Arte/VEJA

    Agora, basta escolher sua tiara preferida:

    Criatividade e economia

    Lívia Prado, 52, Tania Brigantini, 58, Margot Soares, 53 e Angela Guidugli 52 são um quarteto de amigas que curtem a festa há anos e acompanharam o renascimento dos bloquinhos de rua. Elas exemplificam com a trajetória do Acadêmicos do Baixa Augusta, na região central da cidade, Lívia conta que ele começou em um “caminhãozinho pequenininho”, com a Pitty cantando. Hoje esse é um dos maiores blocos paulistas, que no ano passado reuniu 1 milhão de foliões.

    As quatro amigas brincam dizendo “a gente começa o bloco junto, e termina cada uma num canto, mas depois a gente se encontra de novo”. Elas usam a criatividade para montar suas fantasias, estipularam um valor de 100 reais para todos os acessórios do Carnaval desse ano.

    “A gente tem que usar a criatividade como jamais usamos, dá pra fazer coisas legais e temos que fazer, porque é um remédio pra alma o Carnaval. As pessoas às vezes acham que não, que a situação está triste, e está mesmo! Mas se não fizermos isso, vamos nos tornar um povo depressivo e isso não pode acontecer, nós temos que ser resistentes e continuar agindo, vivendo e tendo felicidade”, enfatizou Lívia.

    Lívia Prado, 52, Tânia Brigantini, 58, Margot Soares, 53, e Ângela Guidugli, 52, consumidoras de loja especializada em fantasias na Ladeira Porto Geral, no centro de São Paulo (SP) – 19/02/2019 Bruno Menezes/VEJA.com
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