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Captação da GCB Investimentos via crowdfunding cresce 86% em 2025

Gestora estruturou 168 operações de investimento coletivo, que somaram mais de 770 milhões de reais, puxados pelo agronegócio e o mercado imobiliário

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2026, 16h21 • Atualizado em 25 fev 2026, 09h23
  • Concebido nos anos 2000 para apoiar uma variedade de iniciativas – de projetos artísticos a startups -, o financiamento coletivo, ou crowdfunding, se tornou uma modalidade de investimentos que ganhou impulso, no Brasil, a partir da publicação da Resolução Nº 88 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em meados de 2022. Desde então, cada vez mais gestoras exploram esse mercado. A GCB Investimentos, por exemplo, registrou um salto de 86% no volume captado via crowdfunding no ano passado, totalizando 771,7 milhões de reais, ante os 414,9 milhões contabilizados em 2024.

    No geral, o investimento via crowdfunding reúne, de um lado, uma empresa que busca capital para crescer e, de outro, investidores dispostos a apoiá-la. Em troca, eles se tornam sócios da companhia e lucram ao vender suas fatias, posteriormente, para outros interessados ou em um eventual IPO. A premissa, claro, é que a companhia cresça e, por isso, valorize o naco de cada investidor.

    A gestora faz o meio de campo, estruturando a operação. Para tanto, define com a companhia o valor mínimo a ser captado, avalia o modelo de negócios e a saúde financeira da empresa e sai à caça de interessados. No ano passado, a GCB realizou 168 ofertas de crowdfunding. O número representa uma disparada de 130% sobre os 73 do ano retrasado.

    Entre as vantagens desse modelo, está a rapidez com que é possível levantar recursos a custos inferiores ao crédito bancário, por exemplo. Na média, cada operação da GCB levou 27 dias para alcançar a meta de captação. Após a resolução Nº 88 da CVM, o investimento via crowdfunding facilitou a vida de pequenas e médias empresas. Isto porque o texto atualizou a Instrução Normativa Nº 588 de 2017, que tratava dos chamados “investimentos participativos” e foi revogada.

    A nova resolução ampliou de 5 milhões de reais para 15 milhões de reais o limite de captação via investimento coletivo. Além disso, o teto da receita bruta da empresa alvo da operação subiu de 10 milhões para 40 milhões por ano. “O crédito bancário geralmente não cobre essa faixa de valores”, diz Gustavo Blasco, fundador da GCB. “Com isso, as médias empresas ficam sem opção de financiamento e o crowdfunding ocupa esse espaço.” Na gestora, a maior demanda vem do setor imobiliário e do agronegócio.

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    Nos últimos meses do ano passado, por exemplo, começou-se a discutir um novo ajuste nos tetos de faturamento e de captação. O limite de cada operação, por exemplo, subiria para 25 milhões de reais. A consolidação das novas regras, no entanto, ainda não tem prazo para ser divulgada, mas o mercado espera que aconteça ainda em 2026. “Será um modo de reduzir o custo financeiro das empresas de menor porte”, diz Blasco.

    Desde a Resolução Nº 88, o mercado ganhou tração. Em 2022, quando foi publicada, foram realizadas 110 operações de investimento via crowdfunding que somaram 96 milhões de reais. No ano passado, a CVM registrou um total de 691 operações. As captações somaram 2,2 bilhões de reais.

     

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