BRB cancela assembleia após insegurança jurídica afastar investidores
Presidente do banco diz que decisões judicias foram desserviços para a capitalização do BRB
O Banco Regional de Brasília (BRB) cancelou a assembleia geral extraordinária prevista para esta quarta-feira, 18. Segundo a companhia, a deliberação foi adotada considerando a superveniência de decisão judicial em caráter liminar, que mesmo com agravo à favor do BRB, trouxe para a assembleia a necessidade de aprofundamento das análises jurídicas e institucionais pertinentes.
Ontem, o desembargador Roberval Belinati, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) derrubou a decisão que barrou a lei que autorizou o governo distrital a usar imóveis públicos como garantias de empréstimos para salvar o BRB A decisão suspende a liminar de primeira instância que proibiu a utilização dos imóveis para capitalização do BRB, que é alvo das investigações sobre fraudes no Banco Master.
O desembargador aceitou recurso protocolado pelo GDF e afirmou que a proibição deve ser derrubada por interferir no livre funcionamento do governo local. Belinati também ressaltou que a medida pode trazer prejuízos financeiros para o Distrito Federal.
No comunicado ao mercado, O BRB afirma que está aprofundando estudos técnicos para reorganizar sua base de capital. Isso inclui revisar o valor de seus ativos e analisar alternativas envolvendo receitas a receber do Distrito Federal. Essas avaliações podem levar a mudanças no formato da operação que seria apresentada à assembleia.
“Entendemos como mais adequado postergar a apreciação da matéria, de forma a permitir o amadurecimento das análises em curso e assegurar que eventual proposta a ser submetida aos acionistas reflita, de maneira consistente, a melhor estrutura econômica, financeira e jurídica para a companhia”, diz o BRB no comunicado.
A instituição financeira aponta que as tratativas relacionadas ao fortalecimento de sua estrutura de capital permanecem em curso, sendo conduzidas de forma técnica, responsável e alinhada às normas aplicáveis e às melhores práticas de mercado. Em entrevista à GloboNews na noite desta terça-feira, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, disse que a disputa na Justiça gerou insegurança jurídica para a empresa, o que afastou potenciais investidores.
“Essa suspensão gerou, eu diria, um certo temor nos investidores qualificados. Todo aquele trabalho que nós fizemos na Faria Lima de buscar os grandes investidores foi prejudicado com essa insegurança jurídica que foi criada, foi um desserviço para a capitalização do BRB”, disse o presidente do BRB.
O BRB busca investidores para cobrir i rom gerado pelo caso Master na empresa. No comunicado, o BRB afirma que informará oportunamente a nova data para realização da Assembleia Geral Extraordinária, bem como quaisquer desdobramentos que possam configurar ato ou fato relevante, nos termos da regulamentação vigente.





