Brasil registra menor resultado de trabalho infantil em 2025
80% dos jovens foram submetidos às piores formas de exploração de trabalho infantil
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou nesta terça-feira (10) quem o ano de 2025 teve o melhor resultado no combate ao trabalho infantil. Segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho, cerca de 4 mil crianças e adolescentes foram afastados de situações precárias.
Ainda segundo o relatório, 80% desses jovens foram submetidos às piores formas de exploração, principalmente aquelas que envolvem riscos graves à saúde, à segurança e também ao desenvolvimento e integridade.
Os estados que menos registraram afastamento foram o Acre com apenas 1 ocorrência, o Amapá com 7 e o Tocantins com 22. Em relação aos mais ativos, Minas Gerais liderou o ranking com o maior número de resgates, totalizando 830 crianças e adolescentes. O estado de São Paulo seguiu em segundo lugar com 629 e o Mato Grosso do Sul com 235.
Segundo o coordenador nacional de fiscalização do Trabalho Infantil, Roberto Padilha, os resultados obtidos no ano de 2025 reafirmam o compromisso que o Estado brasileiro tem com a erradicação do trabalho infantil, além de evidenciar a importância de existir um planejamento estratégico que assegure a segurança de crianças e adolescentes.
O projeto se organiza a partir de quatro frentes principais: uso de informações e evidências para orientar as ações; enfrentamento contínuo das diferentes formas de exploração do trabalho infantil, com aplicação de metodologias e ferramentas atualizadas; qualificação técnica dos auditores-fiscais do Trabalho; e aperfeiçoamento dos processos de gestão da Inspeção do Trabalho.
Entre os progressos obtidos, sobressai a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI). Em 2025, pela primeira vez, a equipe passou a operar com quadro permanente de fiscalização, com atuação em todo o país e prioridade para regiões e atividades econômicas com maior ocorrência dessa violação de direitos.
As ações do GMTI são articuladas com outras políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Dessa forma, além de retirar imediatamente menores de situações de trabalho irregular, a atuação também viabiliza o encaminhamento à rede de proteção social, assegurando acesso a direitos básicos e a serviços públicos essenciais.





