Brasil cria 85 mil empregos formais em novembro, mas demite na indústria, construção e agro
Comércio e serviços responderam por todo o saldo de contratações. Dados do Caged completam os onze meses do ano com as contratações no positivo
O país criou 85.864 postos de trabalho com carteira assinada em novembro, completando os onze meses do ano com as contratações no positivo. O saldo é resultado de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos no mês. Os dados fazem parte do balanço mensal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta terça-feira, 30, pelo Ministério do Trabalho.
Trata-se do resultado mais fraco para um mês de novembro desde 2020, ano em que teve início a nova série metodológica do Caged. De toda forma, com mais um avanço mensal, o número total de brasileiros trabalhando com registro pela CLT segue aumentado: 49,09 milhões de pessoas tinham registro em carteira em novembro, ante 49 milhões em outubro e 47,5 milhões em novembro do ano passado.
Apesar do avanço mensal, na abertura por atividades só dois dos cinco grandes setores da economia tiveram geração positiva de empregos em novembro, também considerado o saldo entre todos os demitidos e contratados: o comércio, com abertura de 78,2 mil novos postos, e os serviços, que responderam por outras 75,1 mil vagas do período.
Já na indústria, na construção e na agropecuária o resultado líquido é de demissões, com mais desligamentos do que admissões. A indústria fechou 27,1 mil empregos, a construção encerrou outros 23,8 mil e, na agropecuária, foram perdidas 16,5 mil vagas.
Acumulado do ano
No acumulado entre janeiro e novembro, o saldo total de postos formais criados foi de 1,89 milhões, abaixo das 2,13 milhões de vagas abertas no ano passado, mas acima dos 1,78 milhões de 2023.
Também considerado o total do ano até novembro, todos os grandes setores acumulam aumento no número de empregos: os serviços abriram 1,038 milhões de vagas no período, um aumento de 4,5% no total de contratados, e o comércio ampliou seu contingente em 299,6 mil pessoas, 2,8% mais do que no começo do ano. A indústria gerou um saldo de 279,6 mil postos de trabalho (alta de 3,1%), a construção abriu 192,2 mil novos postos formais (alta de 6,7%) e, a agropecuária, 85,27 mil (avanço de 4,7%).





