ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Brasil cria 85 mil empregos formais em novembro, mas demite na indústria, construção e agro

Comércio e serviços responderam por todo o saldo de contratações. Dados do Caged completam os onze meses do ano com as contratações no positivo

Por Juliana Elias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 dez 2025, 14h47 • Atualizado em 30 dez 2025, 15h10
  • O país criou 85.864 postos de trabalho com carteira assinada em novembro, completando os onze meses do ano com as contratações no positivo. O saldo é resultado de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos no mês. Os dados fazem parte do balanço mensal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta terça-feira, 30, pelo Ministério do Trabalho.

    Trata-se do resultado mais fraco para um mês de novembro desde 2020, ano em que teve início a nova série metodológica do Caged. De toda forma, com mais um avanço mensal, o número total de brasileiros trabalhando com registro pela CLT segue aumentado: 49,09 milhões de pessoas tinham registro em carteira em novembro, ante 49 milhões em outubro e 47,5 milhões em novembro do ano passado.

    Apesar do avanço mensal, na abertura por atividades só dois dos cinco grandes setores da economia tiveram geração positiva de empregos em novembro, também considerado o saldo entre todos os demitidos e contratados: o comércio, com abertura de 78,2 mil novos postos, e os serviços, que responderam por outras 75,1 mil vagas do período.

    Já na indústria, na construção e na agropecuária o resultado líquido é de demissões, com mais desligamentos do que admissões. A indústria fechou 27,1 mil empregos, a construção encerrou outros 23,8 mil e, na agropecuária, foram perdidas 16,5 mil vagas.

    Acumulado do ano

    No acumulado entre janeiro e novembro, o saldo total de postos formais criados foi de 1,89 milhões, abaixo das 2,13 milhões de vagas abertas no ano passado, mas acima dos 1,78 milhões de 2023.

    Também considerado o total do ano até novembro, todos os grandes setores acumulam aumento no número de empregos: os serviços abriram 1,038 milhões de vagas no período, um aumento de 4,5% no total de contratados, e o comércio ampliou seu contingente em 299,6 mil pessoas, 2,8% mais do que no começo do ano. A indústria gerou um saldo de 279,6 mil postos de trabalho (alta de 3,1%), a construção abriu 192,2 mil novos postos formais (alta de 6,7%) e, a agropecuária, 85,27 mil (avanço de 4,7%).

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).