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Brasil, Colômbia, México… bolsas seguem no radar dos investidores

Economista diz que a bolsa brasileira representa menos de 1% do mercado global enquanto EUA representa 65%

Por Veruska Costa Donato 5 fev 2026, 12h18 • Atualizado em 5 fev 2026, 12h42
  • A queda do Ibovespa para a casa dos 181 mil pontos colocou o mercado em modo de cautela, mas sem surpresa para quem acompanha o fluxo de capital estrangeiro. Segundo o economista Bruno Corano, da Corano Capital, o recuo está diretamente ligado à saída do investidor internacional, que decidiu realizar lucros depois de uma sequência de recordes históricos do índice.

    Na leitura do economista, o movimento é técnico e esperado. Após um janeiro muito forte — quando a bolsa brasileira acumulou alta superior a 12% — parte do mercado simplesmente “zerou posição”. Não houve mudança brusca de fundamentos, mas sim a sensação de que as expectativas de ganho já haviam sido atingidas no curto prazo.

    Bolsas emergentes

    O ajuste, aliás, não ficou restrito ao Brasil. As principais bolsas da América Latina também fecharam no vermelho, reforçando o caráter regional do movimento. No Brasil, o Ibovespa caiu 2,1%. No México, a baixa foi de 1,47%; na Colômbia, o recuo chegou a 2,29%, o mais intenso do grupo; e no Chile, a queda foi de 1,48%. Todos esses mercados vinham de desempenhos expressivos no início do ano. A B3 sobe 13% no ano.

    Mercado global

    Corano destaca que essa volatilidade é quase estrutural em economias emergentes. A bolsa brasileira representa menos de 1% do mercado global, enquanto os Estados Unidos concentram algo entre 60% e 64%. Isso significa que volumes relativamente pequenos para o investidor internacional — alguns bilhões de dólares — têm impacto desproporcional por aqui, puxando índices para cima ou para baixo com rapidez.

    Previsões

    Apesar do ajuste, o economista mantém uma visão construtiva no horizonte mais longo. O rali recente foi alimentado pela dinâmica global, especialmente pelos juros mais baixos nos Estados Unidos. Se esse cenário persistir, o fluxo tende a continuar encontrando espaço no Brasil. Em bom português: a queda assusta no curto prazo, mas ainda parece mais uma pausa para respirar do que uma mudança de rumo.

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