Bradesco lucra R$ 24,6 bilhões em 2025, alta de 26%
Banco controla inadimplência e tem salto na rentabilidade no último trimestre do ano; veja os números
O Bradesco reportou lucro líquido recorrente de 6,51 bilhões de reais no quarto trimestre de 2025, alta de 20,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. A informação foi divulgada em documento publicado nesta quinta-feira, 5. O número ficou dentro do esperado pelo mercado, que aguardava um lucro líquido recorrente de 6,39 bilhões de reais no período de outubro a dezembro de 2025, conforme consenso levantando pelo BTG Pactual. No acumulado de 2025, o Bradesco lucrou 24,6 bilhões de reais, crescimento de 26,1% em relação a 2024.
Segundo o CEO, Marcelo Noronha, o banco manteve o apetite ao risco e adicionou novos empréstimos em sua carteira de crédito, os quais mantiveram a inadimplência sob controle. O Bradesco reportou uma inadimplência acima de 90 dias de 4,1% no quarto trimestre 2025, alta de 0,1 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
Por outro lado, as Provisões para Devedores Duvidosos (PDD) chegaram a 8,88 bilhões de reais no quarto trimestre de 2025, alta de 18,3% em relação ao ciclo anterior. Segundo a companhia, a variação das provisões no trimestre refletem, essencialmente, o crescimento da carteira de crédito no período.
A carteira de crédito somou 1,089 trilhão de reais, crescendo 11%. O número refletiu a tração da companhia nos segmentos de médias e pequenas empresas, pessoas físicas, e operações com grandes empresas realizadas no fim do ano. A margem financeira ficou em 19,24 bilhões de reais, alta de 13,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com o banco, a melhora foi impulsionada pelo aumento no volume de crédito, mix de produtos produtos, melhora nos spreads (ganho com juros) e evolução da margem com passivos, sendo parcialmente impactada pelo menor número de dias no período.
“Como consequência de todos esse números, apresentamos uma rentabilidade, medida pelo Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) superior ao nosso custo de capital, com crescimento da nossa rentabilidade por oito trimestres consecutivos”, disse o Noronha. A rentabilidade do Bradesco ficou em 15,2%, alta de 2,5 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano passado. O número ficou dentro do esperado pelo mercado, que aguardava uma rentabilidade para o Bradesco entorno de 15%.
Projeções para 2026
Para 2026, o executivo espera um risco de crédito controlado, com a rentabilidade evoluindo através do aumento das receitas. Segundo Noronha, o forte desempenho das receitas oferece a oportunidade do banco investir mais e manter a nossa transformação em ritmo acelerado.
Diante dessas expectativas, o Bradesco espera crescer a carteira de crédito expandida entre 8,5% a 10,5% em 2026. A margem financeira líquida deve encerrar este ano em 42 bilhões e 48 bilhões de reais. As receitas de prestação de serviços devem crescer entre 3% e 5% no ano. Já as despesas operacionais devem avançar entre 6% e 8%. O resultado das operações de seguros, previdência e capitalização devem terminar o ano com crescimento entre 6% e 8%.
Na visão do executivo, esses números devem refletir a consolidação do banco em novos segmentos de clientes, com novas propostas de valor e modelos de servir. Ele reforça que os investimentos em tecnologia estão tendo impactos significativos de produtividade, e mudando a forma de como o Bradesco faz negócios. “A expectativa é de que a nossa rentabilidade continue a aumentar de forma gradual e segura, step by step”, conclui o Noronha.





