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Bolsas mundiais caem com taxas de Trump e reação de China, Canadá e México

Guerra comercial entre os EUA e seus principais parceiros comerciais gera tumulto nos mercados em todo o mundo

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 mar 2025, 13h01 • Atualizado em 4 mar 2025, 18h55
  • As principais bolsas de valores do mundo amargam quedas nesta terça-feira 4 após China, Canadá e México anunciarem retaliações às tarifas implementadas pelos Estados Unidos, em uma escalada da guerra comercial entre os americanos e seus principais parceiros econômicos.

    Os principais índices de Wall Street voltaram a cair nesta sessão, depois de já terem amargado perdas fortes na véspera, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a aplicação das prometidas tarifas de importação sobre os países vizinhos. Nesta terça-feira, o Dow Jones, caiu mais 1,55%, o S&P 500 recuou 1,22% e o Nasdaq Composite perdeu 0,35%. As bolsas europeias também tiveram um dia de fortes recuos, a exemplo do índice alemão DAX, do inglês FTSE 100, e do francês CAC 40, com quedas de -3,54%, -1,27% e -1,85%, respectivamente.

    As tarifas americanas de 25% contra produtos vendidos por Canadá e México — além de uma tarifa de 20% contra a China — começaram a valer nesta terça-feira, cumprindo uma das principais promessas do presidente Donald Trump: isolar a economia dos Estados Unidos do resto do mundo a fim de fortalecer seus produtores.

    O Canadá tomou a dianteira na retaliação aos americanos. O governo do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse que vai impor tarifas de mesmo tamanho (25%) contra produtos americanos que hoje representam 107 bilhões de dólares em importações que têm o Canadá como destino. Parte dos produtos em questão vão ser sobretaxados a partir desta terça-feira, com a totalidade das tarifas sendo implementadas ao longo dos próximos 21 dias. “Nossas tarifas permanecerão em vigor até que a ação comercial dos EUA seja retirada”, disse Trudeau.

    A China, por sua vez, impôs novas tarifas de 10% a 15% sobre exportações agrícolas dos EUA e anunciou restrições de exportação e investimentos para mais 25 empresas americanas. A retaliação chinesa passa a valer a partir da próxima segunda-feira 10. A expectativa é que as tarifas chinesas afetem diretamente 21 bilhões de dólares em exportações agrícolas americanas. Também em resposta a medidas de Trump, o país asiático já havia anunciado uma maior tributação de algumas fontes de energia e automóveis americanos, além de equipamentos agrícolas, em fevereiro.

    O governo do México, liderado por Cláudia Sheinbaum, disse que uma retaliação por parte do país latino está nos planos e dará mais detalhes no domingo 9. “Não há razão, fundamento nem justificativa para apoiar esaa decisão (do governo americano), que afetará nosso povo e nossas nações. Ninguém ganha com essa decisão”, disse Sheinbaum a jornalistas, nesta terça-feira.

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