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Bolsa termina o dia estável, aos 135 mil pontos, de olho em eleições e imbróglio do IOF

Investidores se atentaram à popularidade de Lula turbinada por Trump, além de dificuldade fiscal

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 jul 2025, 17h08 •
  • A bolsa brasileira encerrou o pregão desta quinta-feira, 17, em estabilidade. A variação do índice Ibovespa ao longo do dia foi de apenas -0,03%, aos 135.622 pontos às 17h, em uma sessão de baixa liquidez e relativa volatilidade — com oscilações intra-diárias entre perdas e ganhos. Após maiores ganhos durante a manhã, os papéis da Vale encerraram o dia com variação de -0,07%. Já a Petrobras, outra companhia com grande peso no índice, aprofundou perdas durante a maior parte do dia, com queda de 1%.

    Pesaram para o desempenho da bolsa o contexto de tumulto comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, que se arrasta por mais de uma semana, e a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que mantém o decreto do governo federal que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O decreto havia sido derrubado pelo Congresso, mas agora está parcialmente restabelecido. A insegurança jurídica em relação ao tema, que ora se mantém e ora é revogado, cria instabilidade no mercado doméstico. “A elevação da tarifa americana contra o Brasil e a decisão do STF estimularam um movimento de fuga para ativos mais seguros que pressionou o Ibovespa, ficando abaixo dos 136 mil pontos”, diz Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos.

    Além da insegurança jurídica causada pelo vai e vem do IOF, chamou a atenção do mercado o fato da Câmara dos Deputados ter reagido com a votação de uma pauta-bomba com impacto de 30 bilhões de reais na noite de quarta-feira, 16. “É um sinal de que a queda de braço entre governo e Congresso vai continuar e pode ficar mais difícil para o governo implementar um ajuste fiscal”, diz Fernando Siqueira, chefe de pesquisas da Eleven Financial.

    Entre as ações que se destacaram no pregão, estão os papéis da Renova Energia (RNEW3) e das Lojas Marisa (AMAR3), que tiveram altas de cerca de 13% e 9%, respectivamente. Liderando as baixas do dia, a Azul (AZUL4) apresentou queda de 9,2%.

    O dólar apresentou uma leve queda de 0,38% no saldo do pregão desta quarta-feira, cotado a 5,547 reais. A moeda americana corrigiu a elevação sofrida nos últimos dias, de modo que o movimento cambial no Brasil destoa de outros países emergentes, como o México. O dólar iniciou o dia com uma alta expressiva, indo a 5,6 reais, mas se desvalorizou ao longo da tarde.

    Como em pregões anteriores desta semana, os investidores passaram o dia analisando não apenas indicadores econômicos, mas dados de pesquisas de opinião pública que sugerem o fortalecimento do presidente Lula para as eleições de 2026. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostrou que o petista lidera todos os cenários de primeiro turno no pleito presidencial. Lula derrotaria o ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro em eventuais segundos turnos. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a Quaest apontou para um empate técnico. A melhora do desempenho político de Lula ocorre após o presidente americano, Donald Trump, atacar o Brasil com uma sobretaxa de 50% sobre exportações.

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