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Bolsa sobe 1,4% na espera de negociações entre EUA e China

Dólar subiu 0,29% e foi vendido a R$ 4,10 na expectativa da redução da taxa básica de juros, a Selic, que pode limitar a oferta da moeda no país

Após duas quedas, o Ibovespa retomou o viés positivo nesta quarta-feira, 9, diante da melhora da perspectiva para negociações entre EUA e China e avanços na cessão onerosa, que pode destravar a reforma da Previdência. O Ibovespa subiu 1,27%, a 101.248 pontos. Já o dólar comercial teve ligeira alta de 0,29% e terminou o dia negociado a 4,10 reais na venda.

A alta da moeda repercute a deflação de 0,04% registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de setembro. O dado reforçou a aposta de mais cortes na Selic e impulsionou o dólar, uma vez que uma nova redução da taxa básica de juros pode piorar a relação risco/retorno de aplicações na renda fixa doméstica, limitando a oferta de dólar no país.

 

Enquanto as bolsas de Brasil e Estados Unidos fechavam, porém, novas notícias voltavam a dar um tom pessimista para o andamento das conversas sino-americanas. Surpresa com a decisão do governo dos EUA de incluir companhias chinesas em lista de restrições de comércio, o governo chinês reduziu expectativas em relação a progresso significativo nas negociações esta semana.

Mais cedo, a notícia de que China ainda estava aberta a fechar um acordo comercial parcial com os EUA foi o que prevaleceu até o fechamento. Em Wall Street, o S&P 500 avançou 0,91%. Autoridades de alto escalão dos dois países devem se reunir na quinta-feira para novas conversas.

No plano doméstico, repercutiu positivamente a aprovação pelos ministros do Tribunal de Contas da União das regras do leilão de áreas petrolíferas do excedente da região conhecida como cessão onerosa, previsto para 6 de novembro. “Com isso, destrava-se o andamento da reforma da Previdência no Senado, que deve ser concluída no dia 22”, afirmou a Ativa Investimentos. A divisão dos recursos do leilão do pré-sal deve ser votada na Câmara dos deputados ainda nesta quarta-feira, segundo o presidente da casa, Rodrigo Maia.