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BOLSA EUA-Ações têm leve queda após forte rali da véspera

Por Angela Moon

NOVA YORK, 1o de dezembro (Reuters) – As bolsas de valores dos Estados Unidos tinham variações modestas nesta quinta-feira, operando em leve queda numa sessão volátil. Dados manufatureiros vieram melhores que o esperado, mas investidores davam uma pausa após o forte rali da véspera.

Às 14h10, o índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, caía 0,4 por cento, para 11.994 pontos. O Standard & Poor’s 500 perdia 0,34 por cento, para 1.242 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq recuava 0,12 por cento, para 2.617 pontos.

O ritmo de crescimento do setor manufatureiro dos Estados Unidos aumentou em novembro para o maior nível desde junho, com o crescimento das novas encomendas, de acordo com dados do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM).

O índice de atividade fabril avançou de 50,8 para 52,7 em novembro. O número ficou acima da expectativa de analistas de 51,5, de acordo com pesquisa da Reuters.

“Certamente foi um resultado respeitável. Você não está caindo do precipício, mas você não está ganhando muito impulso também”, disse o economista-chefe do RBC Capital Markets nos EUA, Tom Porcelli, em Nova York.

“É melhor que a alternativa sobre a qual a maioria das pessoas estava falando exatamente há poucas semanas atrás, quando havia a conversa de recessão e de que as coisas estavam indo para o buraco.”

Mais cedo, no entanto, dados mostraram que os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos tiveram alta inesperada na semana passada, levando o total de requisições para acima de 400 mil pela primeira vez em um mês e reforçando a avaliação de que o combalido mercado de trabalho está se recuperando apenas lentamente.

Os pedidos subiram em 6 mil, para 402 mil, ante número revisado para cima de 396 mil na semana anterior, informou o Departamento do Comércio. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto que os pedidos ficariam em 390 mil.

Na véspera, os principais índices em Nova York dispararam mais de 4 por cento, após os principais bancos centrais do mundo terem concordado de maneira conjunta em baratear empréstimos em dólar para bancos europeus em dificuldade, com o intuito de evitar a piora da crise de dívida na zona do euro.

(Reportagem de Angela Moon)