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Bolsa bate novo recorde e se aproxima dos 100.000 pontos

Segundo analistas, existe uma euforia generalizada em relação à economia brasileira, beneficiando os papéis das empresas

Por Redação - 24 jan 2019, 19h01

A bolsa paulista fechou a semana com o Ibovespa em nova máxima histórica nesta quinta-feira, acima dos 97 mil pontos pela primeira vez, apoiado em apostas positivas para a economia do país e na esteira de sinalizações recentes do governo reiterando compromisso com o ajuste fiscal, tema crucial para investidores.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,16%, a 97.677 pontos. Se continuar nesse ritmo, a bolsa em breve alcançará o patar de 100.000 pontos.

Bancos e corretoras têm estimativas bem parecidas para o Ibovespa até o final do ano. A Necton prevê que índice alcance 114.000 pontos até dezembro. Reportagem de VEJA mostra que as estimativas variam de 45.000 pontos em um cenário negativo até 140.000 pontos para previsões mais otimistas.

Segundo analistas de mercado, o movimento de hoje ainda reflete o otimismo do mercado com a perspectiva de reforma da Previdência. “O mercado gostou muito das declarações do ministro Paulo Guedes [Economia] sobre Previdência e privatizações. Tudo isso aumenta a possibilidade de trazer recurso externo para cá”, afirmou Ari Santos, gerente de mesa Bovespa da H.Commor DTVM.

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Em Davos, na Suíça, Guedes disse que o governo pretende levantar este ano 20 bilhões de dólares com privatizações e estima uma economia de até 1,3 trilhão de reais em 10 anos com a reforma da Previdência. Ele disse ainda que a alíquota do imposto sobre dividendos e juros sobre capital próprio deve ficar em torno de 15%, o que compensaria a redução da carga fiscal sobre as empresas.

“Há uma euforia generalizada para os ativos brasileiros e a Bovespa está atingido uma máxima atrás de outra em janeiro”, Bernd Berg, estrategista global de macro e moedas na Woodman Asset Management, citando que a delegação brasileira deixou uma impressão positiva em Davos.

Apesar de falar sobre a expectativa de economia que a reforma trará aos cofres públicos de até 1,3 trilhão de reais, a equipe econômica ainda não detalhou como será a mudança.

Para a Guide Investimentos, essa pode ser uma boa estratégia para conseguir aprovar a reforma. Segurar as cartas contra o peito pode ser uma boa estratégia do governo, que não quer se expor a grandes batalhas contra grupos e corporações que possam ser afetados diretamente pela reforma.”

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Na avaliação da Guide, “o momento ideal de divulgar o texto da reforma é apenas quando ela for ser apreciada pelo congresso que inicia suas atividades em fevereiro”.

(Com Reuters)

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