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Acionista, BNDES quer processo da JBS contra irmãos Batista

O banco de fomento, que convocou assembleia por ser acionista da companhia, quer que os empresários sejam investigados por possíveis danos ao frigorífico

Por Da redação Atualizado em 15 ago 2017, 11h31 - Publicado em 15 ago 2017, 11h28

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou que vai defender em assembleia de acionistas da JBS que a empresa abra processo de responsabilidade contra os irmãos Wesley e Joesley Batista e outros ex-executivos da empresa por prejuízos causados à companhia. A informação foi divulgada pelo banco público no fim da última segunda-feira, em uma antecipação de seu voto para a próxima reunião, convocada para o dia 1º de setembro.

A assembleia foi convocada pelo BNDES Participações (BNDESPar), braço de investimento do BNDES. O banco público tem o poder de tomar medida do tipo por ser detentor de mais de 5% do capital social da JBS – o BNDESPar possui 21,32% das ações da empresa.

O processo defendido pelo BNDES é decorrente das delações premiadas dos Batista e de ex-executivos da JBS e da holding J&F acertadas em maio e que forçaram a gigante do processamento de carne a iniciar um programa de venda de ativos para levantar 6 bilhões de reais.

O banco de fomento também afirmou que vai defender a saída de Wesley Batista da presidência executiva da companhia.

O BNDES quer que o processo seja aberto em até 90 dias da realização da assembleia e a contratação de auditoria externa independente para apuração dos danos causados pelos crimes confessados pelos executivos e “identificação de eventuais outros responsáveis pelos danos”.

Outro lado

A JBS divulgou nota à imprensa dizendo que não comentaria manifestações de acionistas antes da assembleia geral. “A administração da Companhia está trabalhando intensamente na adoção de diversas medidas sempre no melhor interesse da JBS e de seus acionistas. Todas as decisões tomadas pelo atual Conselho de Administração foram deliberadas por unanimidade”, diz trecho do comunicado.

(Com Reuters)

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