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BNDES procura investidor para salvar grupo de Eike

Segundo fontes, o Porto do Açu e ativos da MMX estão entre as prioridades para os investimentos. Já a petroleira OGX ficou de fora

Por Da Redação 18 jul 2013, 10h26

A busca por investidores que levem à frente projetos do grupo EBX, de Eike Batista, passou a contar com a contribuição efetiva do Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (BNDES), segundo duas fontes que acompanham as negociações. Entre as prioridades, estão o Porto do Açu e ativos da empresa de mineração MMX. O banco não participa, porém, da busca de soluções para a OGX, a empresa de petróleo que era a maior aposta de Eike e tem sido a principal causa da derrocada do grupo.

Empresas do setor automotivo encabeçam os esforços do banco na busca por novos investidores no Porto do Açu, no município de São João da Barra, no Rio. A avaliação é que, com 70% dos investimentos já prontos, o porto pode ser concluído com financiamento do banco, já com novos empreendedores.

A fabricante chinesa de caminhões Foton Motors, que anunciou no início do mês o projeto de uma montadora no Rio, tendo como opções as localidades de Seropédica ou Itatiaia, no estado fluminense, pode ter o alvo desviado para o Açu. Com condições diferenciadas de financiamento, outras duas empresas automobilísticas estariam sendo sondadas. Outro setor atraente é o da indústria farmacêutica. Já houve tentativas infrutíferas com representantes da indústria de alimentos e de eletrodomésticos da linha branca.

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Antes da fase mais profunda da crise do grupo X, a área técnica do BNDES estava avaliando um empréstimo de longo prazo para o porto, que teve sua análise suspensa até a definição da situação do empreendimento. O empréstimo-ponte de 518 milhões de reais – liberado em duas parcelas, a última em dezembro de 2012 -, que fez parte desse pacote, vence em setembro, para quando o banco esperava a aprovar o financiamento definitivo.

Há um ano, em seu relatório de resultados, a LLX informava que o investimento total estimado para o Superporto do Açu, considerando o acordo para a instalação da Unidade de Construção Naval da OSX, totaliza 3,8 bilhões de reais, dos quais 974 milhões de reais para a LLX Minas-Rio e 2,8 bilhões de reais para a LLX Açu.

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No BNDES, o Porto do Açu é tido como �ativo bom� no grupo X. Mas o projeto, concebido como um polo industrial e não apenas uma zona portuária, tem sofrido com os revezes de Eike. A intenção é só retomar o programa com a certeza de que as áreas serão ocupadas por empreendimentos. �O Porto do Açu vai sair sozinho. Não precisa de incentivos�, argumenta o secretário estadual de Desenvolvimento, Julio Bueno.

(com Estadão Conteúdo)

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