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BB transforma todos os funcionários em acionistas

Cada um dos 98 mil funcionários recebeu hoje três ações da instituição - papéis não poderão ser vendidos enquanto estiverem na instituição

O Banco do Brasil transformou todos os 98 mil funcionários em acionistas. Cada um deles recebeu hoje três ações da instituição. Os papéis eram vendidos a 33,37 reais às 15h30 desta quinta-feira.

Segundo o banco, 295.248 ações foram divididas entre os funcionários da ativa, sem diferenciação hierárquica. Esses papéis poderão ser vendidos enquanto os funcionários estiverem no banco.

“Com o olhar de dono, que busca entender toda a complexidade da arena bancária, o colaborador terá mais condições de contribuir para o fortalecimento da empresa”, diz a instituição.

O BB afirma que essa ação ‘não se trata de uma medida financeira e, sim, de uma atitude do para reforçar a visão de dono, desde o escriturário até os níveis executivos da organização’.

“A transferência da propriedade desses papéis simboliza o comportamento que o BB entende como o mais adequado para seus funcionários, diante do atual cenário de um mundo em transformação, com novas tecnologias e relações de consumo”, diz em nota.

Em entrevista para a VOCÊ S/A, o presidente do BB, Paulo Caffarelli, diz que o objetivo é incentivar o engajamento dos colaboradores. “O nosso mote agora, a nossa campanha é:  no Banco do Brasil você é atendido pelo dono”, afirmou ele na entrevista.

Outra mudança diz respeito ao pagamento do programa de desempenho gratificado (PDG): 50% será realizado em ações do BB a partir do segundo semestre. Diferentemente das três ações, que não poderão ser comercializadas, a parte do PDG poderá ser vendida a qualquer tempo.

O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Wagner Nascimento, diz que em 2008 havia uma negociação para pagamento de 200 ações aos funcionários para comemorar os 200 anos da instituição, mas que não avançou. “O banco não conseguiu a tempo a tramitação disso e pagou em dinheiro 1.300 reais.”

Ele critica o fato de não ter havido negociação com a representação dos funcionários. “Queríamos que toda remuneração fosse acordada por acordo específico, mas o banco quer criar regras próprias que nem sempre são bem recebidas. Essa por exemplo, que paga 3 ações, é muito pouco, de acordo com a reclamação dos funcionários.”

Resultado financeiro

O banco controlado pelo governo federal anunciou nesta quinta-feira que seu lucro ajustado somou 3,24 bilhões de reais no período, alta de 22,3% ante mesma etapa de 2017. O lucro líquido cresceu 19,7%, a 3,135 bilhões de reais.

O BB seguiu se beneficiando da melhora da qualidade da sua carteira de empréstimos, com o índice de inadimplência acima de 90 dias caindo a 3,34%, ante 3,65% no fim de março e 4,11% um ano antes.

(Com Reuters)