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Bazuca comercial: economista explica a arma da UE para lidar com os EUA

Economista explica que UE pode usar instrumento anti-coerção contra tarifas dos EUA

Por Veruska Costa Donato 20 jan 2026, 12h16 • Atualizado em 20 jan 2026, 12h17
  • Você já ouviu falar em “bazuca comercial”? O nome é informal, mas o recado é direto. Trata-se do Instrumento Anti-Coerção, uma ferramenta criada pela União Europeia para reagir quando um país tenta usar o comércio como instrumento de pressão política. É pesada, rara — e justamente por isso chama atenção quando entra na conversa.

    O tema ganhou força agora depois que Donald Trump ameaçou impor tarifas de até 10% contra países europeus caso os Estados Unidos não avancem no controle da Groenlândia. No Mercado desta terça-feira, Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management, analisou as declarações do primeiro-ministro alemão Friedrich Merz, que admitiu que a Alemanha seria a mais afetada por esse tarifaço. Para Bruxelas, a ameaça é vista como chantagem econômica — exatamente o tipo de situação para a qual a “bazuca” foi criada.

    E o que essa bazuca pode fazer? Não se trata apenas de tarifas. A UE pode restringir a participação de empresas americanas em licitações públicas, limitar investimentos, impor barreiras a serviços digitais e financeiros e endurecer regras sobre produtos dos EUA. Nunca foi usada até hoje. Segundo Luis, o embate revela algo maior: uma mudança estrutural na globalização, com países priorizando cadeias produtivas mais curtas e seguras após a pandemia e as sanções internacionais. O economista ressalta, porém, que a Europa também é mais dependente do comércio externo do que os EUA, o que a deixa numa posição mais vulnerável. Em resumo, a mensagem europeia é clara: se o comércio virar arma política, a resposta pode vir no mesmo calibre.

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