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Banco Mundial reduz projeção para o PIB do Brasil em 2025 e 2026

Relatório aponta que juros elevados, incerteza global e tensões comerciais devem conter investimentos e exportações

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jan 2026, 14h32 • Atualizado em 13 jan 2026, 14h35
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    O Banco Mundial reduziu a projeção para o avanço do Produto Interno Bruto brasileiro de 2025, de 2,4% para 2,3%, na mais recente edição de seu relatório de perspectivas globais. Para 2026, a revisão foi mais significativa. A previsão caiu de 2,2% para 2%, enquanto a estimativa para 2027 permaneceu em 2,3%.

    O corte carrega um diagnóstico de uma economia pressionada pelo peso de juros reais elevados, comércio internacional mais hostil e um ambiente global marcado por incertezas. Em termos históricos, trata-se de um ritmo razoável para um país que convive há décadas com gargalos estruturais. Mas, diante das necessidades fiscais, sociais e de investimento, o crescimento projetado parece insuficiente para alterar de forma decisiva a trajetória da dívida pública ou sustentar uma expansão mais robusta do investimento privado.

    O Banco Mundial aponta que, mesmo com a expectativa de alguma flexibilização monetária à frente, os juros reais ainda devem permanecer em patamar elevado posteriormente. Atualmente, a taxa Selic está em 15 % ao ano. Esse custo do dinheiro, combinado com “ventos contrários relacionados ao comércio” e com a elevada incerteza global, tende a conter tanto os investimentos quanto as exportações.

    O cenário externo, segundo o banco, pesa cada vez mais sobre as perspectivas domésticas. Para a América Latina e o Caribe como um todo, o Banco Mundial alerta que os riscos estão inclinados para o lado negativo. A retomada de uma agenda comercial mais agressiva nos Estados Unidos, associada às tarifas anunciadas por Donald Trump, soma-se à desaceleração do crescimento global. O resultado provável é a pressão sobre os preços internacionais das commodities, um golpe duplo para economias dependentes dessas receitas, justamente num momento em que os níveis de endividamento público já são elevados.

     

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