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O que Ronaldinho Gaúcho tem a ver com o caso Banco Master

Investigação apura uso de Certificados de Recebíveis Imobiliários para direcionar recursos a fundos ligados ao banco; defesa diz que ex-jogador não sabia

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 fev 2026, 08h52 • Atualizado em 4 fev 2026, 09h55
  • Dois terrenos de propriedade de Ronaldinho Gaúcho foram usados como garantia em uma operação que resultou na captação de R$ 330 milhões pelo Banco Master, segundo reportagem do jornal O Globo. As investigações apontam que os recursos teriam sido direcionados a fundos de investimento ligados à própria instituição financeira.

    Advogados do ex-jogador afirmam que ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos e sustentam que o negócio imobiliário que embasava a operação foi posteriormente cancelado.

    O Ministério Público Federal investiga o Master por supostamente utilizar o Fundo City 02 para conceder empréstimos a empresas que, na sequência, repassavam os valores a fundos administrados pela gestora Reag. Tanto o banco quanto a gestora Reag foram liquidados pelo Banco Central.

    Em agosto de 2023, a Base Securitizadora estruturou a emissão de R$ 330 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) para a S&J Consultoria. O lastro estava vinculado a notas comerciais destinadas ao desenvolvimento de terrenos em Porto Alegre, incluindo áreas pertencentes a Ronaldinho Gaúcho.

    A defesa do ex-atleta e de sócios do empreendimento afirma que o projeto não avançou por falta de licenças ambientais e pendências de IPTU desde 2021 e que não houve aporte relevante de recursos nos terrenos.

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    Relatórios do Banco Central apontam que essa estrutura se repetiu em outras operações sob apuração, com empresas captando recursos no mercado e realocando o dinheiro em fundos do próprio grupo financeiro, em vez de aplicá-lo em projetos imobiliários. Para os investigadores, a prática teria inflado artificialmente os ativos do banco, segundo a reportagem.

    O volume total de CRIs sob suspeita emitidos pela Base Securitizadora chega a R$ 1 bilhão. As empresas envolvidas são investigadas pela Polícia Federal, com mandados autorizados pelo ministro Dias Toffoli do STF.

    Criador da Base Securitizadora e controlador das empresas Land I e OCC S.A., sócias da S&J, César Reginato Ligeiro afirmou à reportagem que suas operações sempre estiveram em conformidade com a legislação.

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