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Banco Central do Chipre: acordo evitou falência do país

Na madrugada deste domingo, os credores europeus acordaram com a ilha um acordo que prevê o confisco de depósitos acima de 100 mil euros, que, segundo o BC cipriota, evitou que o país falisse

Por Da Redação - 25 mar 2013, 12h16

O Banco Central do Chipre disse nesta segunda-feira que o acordo alcançado nesta madrugada com o eurogrupo permitirá forjar “um setor bancário forte que contribuirá substancialmente para a estabilidade financeira e para estimular o crescimento econômico”. Em comunicado, a instituição explicou que as medidas adotadas evitaram a falência do país, além de prevenir uma quebra desordenada do Laiki Bank, segunda maior instituição financeira do país, que será liquidado.

O acordo selado em Bruxelas prevê o fechamento do Laiki e sua divisão em um banco bom e um mau. A parte saudável do banco, formada por todos os depósitos garantidos pelo acordo com os credores, ou seja, inferiores aos 100 mil euros, passará a fazer parte do Bank of Cyprus, a maior instituição financeira do Chipre e que será reestruturada.

Os depósitos, ações ou bônus superiores aos 100 mil euros do Laiki vão fazer parte do banco podre e poderão enfrentar fortes perdas. O Bank of Cyprus, maior instituição do país, não só assumirá os depósitos dos pequenos poupadores do Laiki como também a dívida da entidade com o mecanismo de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), avaliada em 9 bilhões de euros.

Os depósitos superiores aos 100 mil euros deste banco ficarão congelados, à espera da recapitalização. O Chipre espera que a partir desta operação de reestruturação bancária poderá ser captado 4,2 bilhões de euros de um total de 5,8 bilhões que o país deve reunir para poder receber em troca um resgate de 10 bilhões da Comissão Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional (FMI), seus credores.

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Em seu comunicado, o banco central afirmou que a operação de reestruturação bancária “possibilitará a criação de um banco saudável e resistente, capaz de atender as necessidades de seus clientes e mais adiante apoiar a economia do Chipre”.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que participou das negociações com a ilha, disse que a União Europeia (UE) quer que o Chipre a colocar em prática “o quanto antes” o acordo de resgate. “Todas as partes devem agora assegurar a colocação em andamento do acordo o quanto antes”, destacou em um comunicado. “Devemos trabalhar duramente para aliviar o impacto social da crise no Chipre”, acrescentou.

Leia ainda: Após acordo, Chipre confiscará 30% dos depósitos de seu maior banco

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, afirmou que o Chipre enfrenta um longo e difícil caminho para reconstruir sua economia, mas o acordo de resgate europeu acertado na madrugada desta segunda-feira oferece ao país a melhor oportunidade para se recuperar.

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Em entrevista em Berlim nesta segunda, Schaeuble disse que o acordo é “muito melhor” do que o outro acordo da semana passada, que teria atingido fortemente os pequenos depositantes e foi rejeitado pelo Parlamento cipriota. “O (presidente cipriota) Anastasiades entendeu que não é apenas a Alemanha e o FMI (Fundo Monetário Internacional) que querem o resgate, mas também os outros”, disse Schaeuble.

(com agência EFE)

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