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Banco Central age para conter disparada do dólar

Após chegar a R$ 1,95 no início da manhã, cotação da moeda recua para R$ 1,91

O Banco Central anunciou a retomada da oferta de swap cambial, que não era realizada pela autoridade monetária desde 26 de junho de 2009. A moeda americana iniciou a quinta-feira em alta de mais de 5%, alcançando 1,95 real, mas cedeu ao longo da manhã após a intervensão do BC na venda da moeda. Com isso, o dólar era negociado a 1,91 real na BM&FBovespa às 12h30. Com a ação do BC, que prevê a venda de contratos de dólar em leilões, a oscilação da moeda recuou para 1,7% de alta em relação ao fechamento anterior. Ao longo dos últimos meses, o BC vinha atuando em leilões de compra de dólar para tentar conter a queda da moeda americana.

O movimento do dólar no Brasil mostra a clara mudança de posicionamento do investidor, que começa a mudar suas posições de compra de derivativos cambiais apostando na alta do dólar. Tal movimento também ocorre porque as empresas com algum tipo de exposição internacional que não possuíam hedge (proteção) contra tamanho aumento da moeda, agora estão tentando se proteger e comprando dólar no mercado. Enquanto a moeda dispara no Brasil, sua cotação frente ao euro tem queda de 0,83%. Nos dias anteriores, o dólar vinha se apreciando frente a grande parte das moedas mundiais, inclusive o euro.

Bolsas – Outro fator que está influenciando o mercado de capitais nesta manhã é o reflexo do comunicado do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na tarde de quarta-feira. A autoridade monetária americana divulgou uma nova estratégia de estímulo à economia que envolve a compra de títulos de longo prazo com o objetivo de reduzir os juros futuros. No entanto, a ideia parece não ter sido bem aceita pelo mercado, que volta a colocar em xeque a solidez da economia dos Estados Unidos – além de se manter desconfiado sobre o futuro da Europa.

Nos Estados Unidos os mercados abriram em forte baixa. Às 12h38, o índice Dow Jones registrava perdas de 3,10%, o índice Nasdaq operava no negativo em 2,33% e o S&P 500, com queda de 2,76%. Já a BM&FBovespa registrava queda de 3,33%, acumulando perdas desde os primeiros negócios do pregão.

As bolsas europeias também operavam em queda significativa. Às12h38, o índice CAC 40, da Bolsa de Paris, recuava 4,99%. Já a Bolsa de Londres apresentava queda de 5,04%. Em Frankfurt, as perdas chegavam a 5,14%, enquanto Madri caía 4,67%.

Na Ásia, os fatores externos, aliados a indicadores preliminares da atividade manufatureira na China que mostram declínio em setembro, derrubaram a Bolsa de Hong Kong para o menor patamar em 26 meses. O índice Hang Seng caiu 912,22 pontos, ou 4,85%, e encerrou aos 17.911,95 pontos, o pior fechamento desde 14 de julho de 2009.

As Bolsas da China também fecharam em forte queda, no embalo das perdas em Nova York e dos números sobre a atividade manufatureira local, que apontam para a redução do crescimento econômico. O índice Xangai Composto perdeu 2,8% e encerrou aos 2.443,06 pontos. O índice Shenzhen Composto recuou 2,9% e terminou aos 1.070,78 pontos. O yuan se desvalorizou sobre o dólar, em meio ao rali da moeda norte-americana em relação às unidades regionais. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,3877 yuans, de 6,3823 yuans ontem.