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As startups que funcionam como ‘imobiliárias do Airbnb’

Da decoração do imóvel ao anúncio no site, empresas ajudam a colocar unidades para alugar por temporada

Por Anaïs Fernandes - 23 jul 2017, 10h00

Quer ganhar um dinheiro extra com o aluguel de um imóvel pelo Airbnb, mas não sabe por onde começar? É de olho nesse investidor que surgem startups que se propõem a ser “imobiliárias do Airbnb”.

Uma delas é a B.Homy. Criada no segundo semestre de 2015, a empresa gerencia todo o processo de locação do imóvel por curta e média temporada, da criação do anúncio na plataforma, passando pela precificação do aluguel até a limpeza do local após a hospedagem.

A ideia surgiu quando William Astolfi e sua esposa, Luciana Costa, adquiriram um imóvel para investimento. Depois de uma pequena reforma, colocaram o anúncio do apartamento no Airbnb. Em pouco tempo, o imóvel ganhou notoriedade, chamou a atenção de amigos e eles perceberam que havia aí um nicho de mercado. 

“A cultura do brasileiro é achar que com uma cama o apartamento já está mobiliado. Nós fazemos uma curadoria, a produção é um ponto importante”, afirma Astolfi.

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Primeiro, conta o empresário, sua equipe visita o imóvel para identificar o potencial de locação por temporada. Se necessário, apontam adequações de arquitetura ou decoração e indicam alguns parceiros. Um check list garante que o apartamento está dentro dos padrões para, então, ser criado o anúncio no site.

“Depois disso, cuidamos de toda a comunicação com os interessados. Consigo responder muito mais rápido para negociar a locação e também para atender as necessidades daquele hóspede, sem incomodar o proprietário, porque tenho pessoal de limpeza, lavanderia, manutenção”, explica Astolfi.

A diretora de banco Erika Glorigiano, de 44 anos, nem ficou sabendo quando o sinal de internet do apartamento que aluga em São Paulo caiu ou da vez em que o cano da máquina de lavar roupa quebrou. Só descobriu quando a B.Homy apresentou as contas da estadia e solicitou o reembolso da manutenção.

“Eu não tenho tempo de administrar outro imóvel, não queria ficar correndo atrás de limpar tudo, acertar com hóspede”, conta Glorigiano.

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Quanto ela paga pelo serviço? Algo entre 20% e 30% do faturamento com o aluguel do apartamento, segundo Astolfi. O valor inclui todo o suporte —exceto as compras de decoração, que são negociadas diretamente com fornecedores, e eventuais imprevistos de manutenção, que são reembolsados à B.Homy posteriormente.

“Não é um serviço barato, mas tem muita qualidade e os hóspedes ficam satisfeitos. Tenho nota máxima no Airbnb e meu apartamento fica locado 95% do mês”, diz Glorigiano.

A maioria dos apartamentos da B.Homy tem, de acordo com Astolfi, entre 50 e 70 metros quadrados. Hoje, a empresa conta com 14 funcionários e tem cerca de 100 residências —a startup só trabalha com imóveis inteiros— em seu portfólio, em cidades como São Paulo, Rio, Campos do Jordão e no litoral paulista.

“O faturamento tem crescido em torno de 20% ao mês e temos a expectativa de manter essa taxa pelos próximos 18 meses”, afirma o empresário.

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Sem ociosidade

Foi em uma palestra no Insper que Alexandre Lafer Frankel, CEO da construtora Vitacon, conheceu a Host Guru, startup idealizada por estudantes da instituição para gerenciar estadias por temporada.

Frankel gostou da proposta e, no primeiro semestre do ano, a construtora fez um aporte inicial de um milhão de reais na Host Guru, que passou a se chamar VitaStay. “A ideia é que ela venha a ser o ‘braço de comercialização’ de imóveis da construtora”, diz Frankel.

Agora, a startup gerencia apartamentos da Vitacon para aluguel de curta temporada.

“Estamos focando empresários e executivos que vão ficar por pouco tempo em São Paulo, mas querem fugir da impessoalidade dos hotéis. Conseguimos oferecer valores de estada até 40% mais baratos do que em um hotel, com praticamente todas as comodidades e mais benefícios, já que conseguimos descontos em serviços de parceiros”, explica Thais Silva, uma das criadoras da Host Guru e atual responsável pela administração da VitaStay.

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A VitaStay não trabalha apenas com Airbnb, mas também com outras plataformas, como Booking.com. Uma ferramenta “varre” o mercado em busca das melhores condições de demanda, período e diárias para a locação de cada apartamento.

Em agosto, devem ser 300 imóveis em São Paulo sob gestão da empresa – até o fim do ano a expectativa é que esse número chegue a 500.

Hoje, as locações giram em torno de até três meses, mas a VitaStay se prepara para entrar também no mercado de temporada de longa duração, com reservas de até um ano.

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