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As frutas no Brasil vão ficar mais caras com exportações para a Europa?

Representante da associação internacional de produtos frescos nega essa possibilidade

Por Veruska Costa Donato 19 jan 2026, 12h03 • Atualizado em 19 jan 2026, 12h33
  • O aumento da demanda europeia por frutas brasileiras, impulsionado pela redução de tarifas, não deve resultar em encarecimento para o consumidor doméstico. Segundo Valeska Oliveira Cirré da Associação Internacional de Produtos Frescos (IFPA) , a diversidade climática do Brasil e a diferença de hemisférios criam uma sazonalidade complementar com a Europa, permitindo exportações em “janelas” específicas sem comprometer a oferta interna. Países como a Espanha, por exemplo, produzem em períodos distintos, o que reduz o risco de escassez no mercado brasileiro.

    A avaliação de Valeska é de que a maior competitividade tende a fortalecer a cadeia produtiva, e não a reduzir a disponibilidade de frutas no país. Ela lembra que o Brasil produz cerca de 40 milhões de toneladas e ainda consome pouco: apenas um terço do volume recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Ou seja, há espaço tanto para ampliar exportações quanto para estimular o consumo interno, sem pressão relevante sobre preços.

    Entre os produtos mais beneficiados pelo acesso ampliado ao mercado europeu estão uvas, limões, abacate, mamão, gengibre e outras frutas frescas — que seguem como carro-chefe das exportações do setor. A expectativa é que o aumento de receitas gere mais investimentos em tecnologia, rastreabilidade e eficiência produtiva, beneficiando toda a cadeia e, no fim das contas, também o consumidor brasileiro.

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