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Bolhas de refúgio: a salvação dos grandes resorts de férias

Elas foram criadas para garantir a segurança da população local sem tirar o prazer da estadia do turista

Por Sergio Figueiredo Atualizado em 23 abr 2021, 13h45 - Publicado em 22 abr 2021, 19h55

A maioria dos brasileiros ainda não ouviu falar das bolhas de refúgio (do inglês, resort bubbles), mas, se a hotelaria tomar a iniciativa e as autoridades municipais colaborarem, esse conceito pode ser uma formidável solução para a retomada da atividade dos resorts brasileiros. Lançada com sucesso nas Bahamas, ao norte do Mar do Caribe, e no Havaí, paradisíaco arquipélago americano no Pacífico, a bolha foi criada para garantir a segurança da população local sem tirar o prazer da estadia do turista.

Em Kauai, uma das ilhas do Havaí, os hóspedes podem viver momentos inesquecíveis, mesmo sob o cerco do vírus, contanto que concordem em seguir as regras do resort Timbers, um dos melhores da região. Para começar, todos devem fazer o teste para a Covid-19 três dias antes do embarque. No check-in, cada viajante recebe uma pulseira de rastreamento que disparará um alarme caso tente sair dos limites da propriedade. Trata-se de uma quarentena que proíbe qualquer hóspede de perambular pela cidade, frequentar restaurantes externos ou praias públicas até 72 horas após a chegada.

Antes que alguém pense estar entrando em uma prisão, é importante lembrar que o Timbers é um resort de 3 quilômetros quadrados, com piscinas, campo de golfe, lagoas, bares e restaurantes tão espaçosos que garantem distanciamento social sem cercear a diversão. Além disso, três dias depois, os hóspedes passam pelo teste nasal rápido, cujo resultado sai em vinte minutos, e, sendo negativo, estarão liberados para ir aonde quiserem. Esse, definitivamente, é um jeito agradável de atravessar uma quarentena.

Publicado em VEJA de 28 de abril de 2021, edição nº 2735

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