Argentina acabará com controle de câmbio em 2026, diz Milei
Em vigor desde 2019, medida busca restringir a depreciação da moeda argentina diante de um cenário de hiperinflação
Por Camila Barros
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4 fev 2025, 15h28 •
O presidente da Argentina, Javier Milei (Reprodução/Reprodução)
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O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que pretende eliminar o controle cambial no país a partir de 2026. O prazo, porém, pode ser antecipado caso um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional seja firmado. “Mesmo sem a ajuda do Fundo, retiramos o controle cambial em 2026 – já em 1º de janeiro, o controle não existirá”, disse Milei em entrevista ao canal argentino La Nación +.
Em vigor desde 2019, o “cepo” cambial – como é chamado o controle do câmbio na região – restringe o acesso a dólares no país. A medida foi adotada para conter a desvalorização do peso nos últimos anos, em meio a um cenário de hiperinflação na economia argentina. A restrição resultou na criação de uma taxa de câmbio clandestina, negociada no mercado paralelo e sem intervenção do governo, chamada de dólar blue. Determinada exclusivamente pela oferta e demanda, ela reflete o valor real da moeda argentina.
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O fim da estrutura de controle cambial, segundo Milei, dependerá do sucesso na negociação de um novo acordo com o FMI, relacionado a um empréstimo de 44 bilhões de dólares tomado em 2018. “Estamos trabalhando para avançar com um acordo (…) é preciso ver como o programa será estruturado, como o valor será alocado, isso vai determinar a saída do cepo”, afirmou Milei.
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Na segunda-feira, o governo argentino reduziu de 2% para 1% o crawling peg, mecanismo de desvalorização controlada da moeda que ajusta a taxa de câmbio por meio de pequenas depreciações diárias. Em novembro, Milei afirmou que essa estratégia seria um passo inicial para a eliminação do controle cambial.
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