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Antes de lançar nota de R$ 200, BC estudou acabar com a de R$ 100

Proposta apresentada por entidades de combate à corrupção foi levada em consideração por diretoria do banco

Por Ricardo Ferraz Atualizado em 2 set 2020, 16h01 - Publicado em 2 set 2020, 15h33

O Banco Central do Brasil, responsável pelo lançamento da nova nota de 200 reais, estudou retirar de circulação as notas de 100 reais. Em junho do ano passado, o Instituto Não Aceito Corrupção e outras entidades da sociedade civil se reuniram com a diretora de Administração do BC, Carolina Assis Barros, e propuseram a extinção da cédula de maior valor até então como uma medida efetiva para combater crimes financeiros.

Após o encontro, a diretoria enviou ao grupo uma reposta oficial afirmando “compartilhar com todas as entidades signatárias do oficio a preocupação com o combate à corrupção, à sonegação fiscal, à lavagem de dinheiro, à ocultação e evasão de divisas”.

O documento informa ainda que “Em relação especificamente à proposta de retirada de circulação das notas de R$ 100, gostaria de compartilhar que já há estudos em andamento neste Banco Central sobre essa possibilidade. Vamos considerar em nossa análise os argumentos trazidos em seu oficio”.

  • No mês passado, os partidos PSB, Podemos e Rede ingressaram com ação no Supremo Tribunal Federal para tentar barrar a emissão da nova nota. A Ministra Carmem Lúcia, relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, solicitou informações para o Banco Central e não realizou nenhum outro ato no processo até o momento.

    “A principal alegação do BC para o lançamento da nova nota é facilitar o pagamento do Auxílio Emergencial, concedido em função da pandemia de Covid-19. A nota só será necessária por três meses?”, indaga Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção. “A medida vai contra a tendência mundial de retirar notas de alto valor de circulação e de aumentar a rastreabilidade das transações financeiras”, completa.

     

     

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