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Tarifa adicional sobre o Brics seria ‘tiro no pé’ dos Estados Unidos, diz Amorim

Assessor especial da Presidência afirma que o Brasil não adotou postura hostil

Por Ana Paula Ribeiro 7 jul 2025, 13h55 • Atualizado em 7 jul 2025, 17h24
  • O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, rechaçou as intenções dos Estados Unidos de vai impor uma tarifa adicional de 10% a “qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas dos Brics“, o bloco liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Amorim acrescentou que a ideia seria um “tiro no pé” por parte do governo americano.

    “Nós temos muita vontade de comerciar com os Estados Unidos. Aliás, o Brasil é um dos poucos países que têm déficit com os Estados Unidos, quer dizer, os Estados Unidos têm um superávit conosco. Então, acho que, digamos sinceramente, se começaram a aplicar tarifas no Brasil, desculpe, é um tiro do pé”, disse à rede de notícias CNN.

    O presidente americano, Donald Trump, afirmou em um post em uma rede social no fim do domingo 6, sua intenção de sobretaxar os países que se alinharem ao Brics. Também integram o bloco a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Egito, a Etiópia e o Irã.

    Amorim disse ainda que o Brasil está aberto ao diálogo e que o problema não está apenas nas tarifas em si, mas na mudança de rumo do comércio internacional. Acrescentou que as ameaças podem desgastar as relações bilaterais entre os dois países.

    “Eu acho que progressivamente o próprio presidente americano, que tem um grau de pragmatismo e de racionalidade, vai acabar vendo que esse não é o melhor caminho. Sobretudo com países amigos, que não fizeram nada contra ele”, disse.

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    O Brasil ocupa a presidência rotativa do bloco e sedia a cúpula anual do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro. Os 11 países do grupo, além de dez parceiros comerciais, possuem um PIB agregado de 24,7 trilhões de dólares. Sobre os conflitos geopolíticos, Amorim condenou os ataques de Israel à Gaza e acrescentou que a ação militar contra o Irã poderia ter como consequência um conflito ainda maior.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do programa VEJA Mercado:

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