ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Alteração de meta abre brecha para erros do passado

Proposta em análise permitirá déficit de 0,75% ou de 1% do PIB na meta fiscal de 2024

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 nov 2023, 12h26
Alteração de meta abre brecha para erros do passado Priorizar nos meus resultados Google

O debate sobre a meta fiscal para 2024 intensificou no cenário político com a apresentação de duas emendas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). As propostas, submetidas à Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional na segunda-feira, 13, visam modificar a meta fiscal atual. O problema é que alterar a meta abre espaço para que o país volte a registrar déficit consecutivos, um problema enfrentado desde 2014.

A primeira emenda propõe um déficit no resultado primário de 86,269 bilhões de reais, equivalente a 0,75% do Produto Interno Bruto (PIB). A segunda emenda eleva esta margem para 115,025 bilhões de reais, o que corresponderia a um déficit de 1% do PIB. Estas mudanças, se aprovadas, permitiriam déficits de até 1% e 1,25% do PIB, respectivamente, sem desencadear as penalidades previstas nas regras fiscais atuais.

O assunto ganha complexidade diante das divergências internas no governo. Por um lado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), busca manter a meta de equilíbrio fiscal. Por outro, Rui Costa, ministro da Casa Civil, defende uma nova meta com um déficit de até 0,5% do PIB. O prazo para a resolução desta questão foi fixado para sexta-feira, 17, data limite para o Congresso sugerir alterações no texto.

A proposta de déficit de 0,5% do PIB para 2024, embora represente um retrocesso em relação à meta inicial de déficit zero, significaria uma melhoria em comparação ao déficit projetado de 1,3% para 2023 pelo Ministério da Fazenda. Essa tendência de déficits nos resultados primários iniciou-se durante o governo de Dilma Rousseff (PT), e foi se agravando até 2016, ano em que Dilma sofreu impeachment e Michel Temer (MDB) assumiu a presidência. Com a instituição do teto de gastos, o governo conseguiu diminuir os déficits e alcançou em 2022, pela primeira vez desde 2014, superávit primário.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

ECONOMIZE ATÉ 88% OFF

Digital Premium

O mercado não espera — e você também não pode!
Com a Veja Negócios Digital, você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
De: R$ 24,99/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 63% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).