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Alta do ouro pode impactar os eletrônicos

Mercado aposta no ouro passando de US$ 6.000 por onça em 2026

Por Veruska Costa Donato 28 jan 2026, 12h39 • Atualizado em 28 jan 2026, 13h14
  • O ouro voltou ao centro do palco dos mercados, impulsionado por um velho conhecido: o medo. Em meio ao aumento das incertezas econômicas e geopolíticas, investidores correm para o metal precioso como proteção de patrimônio. Para Renan Pieri, professor de economia da FGV, o movimento reflete mais do que especulação. Em um mundo cada vez mais volátil, o metal segue cumprindo seu papel clássico: oferecer abrigo quando o cenário fica nebuloso.

    Esta semana, o movimento foi claro: o ouro à vista subiu 2,2% na segunda-feira, chegando a US$ 5.089,78 por onça, depois de bater o recorde histórico de US$ 5.110,50. O pano de fundo inclui tensões entre os Estados Unidos e a OTAN em torno da Groenlândia, além de pressões inflacionárias persistentes, fatores que elevam a percepção de risco e empurram os investidores para ativos considerados mais seguros e que querem correr do dólar.

    Renan é categórico em apostar na alta do metal para este ano, apesar de algumas oscilações de baixa. “Além de ser uma reserva de valor, é um produto em si, questão que vai obviamente afetar o setor que negocia joias e equipamentos que dependem do ouro como insumo”, conclui.

    Não é só simbolismo

    • Cerca de 78% do ouro consumido anualmente vai para as joias
    • O uso industrial mais importante é na fabricação de eletrônicos (mesmo que em pequenas quantidades)
    • É um metal condutor que transporta pequenas correntes de tensão e resiste à corrosão
    • É usado em conectores, interruptores, soldas, fios e tiras de conexão
    • Celulares, TVs, calculadoras, GPS e computadores

    Reservas mundiais 

    As reservas oficiais de ouro somam mais de 33.000 toneladas, com os EUA liderando (8.133 t), seguidos por Alemanha (3.350 t) e Itália (2.452 t). O Brasil possui cerca de 145 a 172 toneladas, e está entre os 30 países que mais têm ouro no mundo. Boa parte desta compra foi feita em 2025 pelo Banco Central brasileiro como um ativo de proteção contra crises.

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