Agibank pode levantar até US$ 903 milhões com IPO nos Estados Unidos
Montante pode chegar a esse patamar considerando o topo da faixa indicativa e lote extra a ser ofertado
O Agibank divulgou na noite desta quinta-feira, 29, que deve ofertar ao mercado 43,6 milhões de classe A na bolsa de valores de Nova York, a NYSE, em sua oferta primária de ações (IPO, na sigla em inglês). A companhia estima que o preço da ação ficará na faixa entre 15 dólares e 18 dólares.
Com base na faixa indicativa apontada, a fintech deve levantar entre 654,5 milhões de dólares e 785,4 milhões de dólares. A empresa ainda vê a possibilidade de um lote extra de 6,54 milhões de ações caso haja demanda.
Se isso acontecer e as ações saírem no topo da faixa indicativa, a companhia poderia levantar no total até 903,12 milhões. Se o lote extra somado à oferta inicial saírem no piso da faixa indicativa, a empresa movimentaria cerca de 752,6 milhões de dólares.
A oferta possui como coordenares líderes o Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup. Outras empresas também participam da oferta, como Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e XP Investment Banking.
A definição do preço da ação está definida para o dia 10 de fevereiro. Já a estreia na Bolsa americana, a NYSE, deve acontecer em 11 de fevereiro. O Agibank chegou a cogitar um IPO no Brasil em 2018, mas oficializou sua desistência em setembro daquele mesmo ano.
Na época, a companhia mencionou a expiração do prazo legal para a interrupção da análise do pedido de registro da operação, que envolvia uma oferta primária (papéis novos) e secundária (ações detidas pelos atuais sócios). O documento havia sido enviado à CVM em 12 de setembro de 2018.
O Agibank foi fundado em 1999 por Marciano Testa em Caxias do Sul (RS), originando-se como uma financeira chamada Agiplan. A companhia é focada em atender a classe D e tem como centro de seu modelo de negócio o crédito consignado.





