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Ações do Pão de Açúcar lideram maiores baixas do Ibovespa

As ações da Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar) fecharam em queda de 4,97%. Com isso, ocuparam a liderança entre as maiores baixas do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) � que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa -, nesta terça-feira. O índice encerrou o dia com alta de 0,25%.

A queda das ações deve-se à reação negativa do mercado ante a notícia da confirmação de que as Casas Bahia querem rever o acordo de fusão firmado em dezembro de 2009 com o grupo de Abílio Diniz.

Na nota divulgada hoje ao mercado, as administrações da CBD e Globex esclarecem que buscam “continuar em discussões com vistas a um entendimento” e consideram que o acordo “é válido e perfeitamente eficaz”.

Fontes ligadas à família Klein, da Casas Bahia, diziam que o negócio corria o risco de ser desfeito. Do outro lado, o tom havia sido mais cauteloso. Profissionais ligados ao Pão de Açúcar afirmaram que a discussão envolve ajustes normais em contratos e que a própria família Klein tinha pedido a confecção de um documento simples, para ser detalhado posteriormente.

Pendências – Assinado em dezembro, o acordo entre os grupos deixou pontos importantes para serem definidos ao longo dos meses seguintes. Passados cinco meses, não houve acordo em torno de itens decisivos como valores envolvidos, a possibilidade de vendas de ações da nova empresa, governança e estrutura de comando.

Representantes dos dois lados estiveram reunidos por horas ontem na sede da Casas Bahia, em São Caetano do Sul (SP), em busca de um acordo em torno dos pontos pendentes. Segundo fontes que acompanham o processo, os Klein teriam começado o dia dispostos a propor um rompimento. Mas, ao final do encontro, decidiram aguardar mais um pouco por um novo posicionamento do Pão de Açúcar.

Segundo fontes ligadas à negociação, a Casas Bahia tenta desde o começo do ano renegociar várias cláusulas do acordo, e não vinha encontrando receptividade do lado do Pão de Açúcar. “Eles (o Pão de Açúcar) não querem rever alguns pontos e outros eles empurram com a barriga”, afirma uma fonte ligada às Casas Bahia.

Na visão da família Klein, o formato final da operação teria ficado muito favorável ao Pão de Açúcar. Logo depois do anúncio da operação, a Casas Bahia contratou assessores financeiros e escritórios de advocacia para discutir os tais pontos em aberto com Abílio Diniz, o líder do Pão de Açúcar. Eles trabalhavam nos acertos contratuais, enquanto outra equipe, técnica, também com representantes dos dois lados, cuidava da integração.