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A resposta do mercado ao plano estratégico da Petrobras

Gabriel Mota de Souza, sócio da Manchester Investimentos, avalia que o plano não trouxe surpresas e deve ter boa resposta no mercado

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 nov 2025, 10h16 • Atualizado em 28 nov 2025, 10h24
  • A Petrobras aprovou nesta quinta-feira, 27, o seu novo Plano de Negócios 2026–2030, com US$ 109 bilhões de dólares em investimentos, uma leve redução ante os 111 bilhões de dólares do ciclo anterior (2025–2029).

    Para Gabriel Mota de Souza, sócio da Manchester Investimentos, o plano não trouxe surpresas porque o recuo de 1,8% já havia sido antecipado. Se você pegar todos os consensos dos analistas você vai ver que veio bem próximo do esperado”, diz. Ele avalia que o plano tende a ter uma resposta positiva do mercado.

    A maior parte dos recursos anunciados, 91 bilhões de dólares, está na Carteira em Implantação; outros 18 bilhões  de dólares ficam na Carteira em Avaliação, formada por projetos ainda com menor maturidade.

    O corte de 1,8% nos investimentos reflete o ambiente atual do petróleo. No plano anterior, a estatal trabalhava com um Brent perto de US$ 83; hoje, o barril orbita US$ 62–63, o que exigiu revisão interna.

    A presidente da companhia, Magda Chambriard, disse que os investimentos somam  para a economia brasileira US$ 109 bilhões, que representam 5% dos investimentos totais no país. “Nossos projetos têm o potencial de gerar e sustentar 311 mil empregos diretos e indiretos e vamos contribuir com 1,4 trilhão de reais em tributos para municípios, estados e União nos próximos cinco anos”.

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    Ela disse também que a Petrobras seguirá sua trajetória de líder na transição energética justa, promovendo o desenvolvimento sustentável do país, contribuindo para a segurança energética nacional, gerando valor e compartilhando os resultados com a sociedade.

    O  sócio da Manchester Investimentos explica que o investidor continua atento ao equilíbrio entre Capex e dividendos.  “Sempre se tem um medo da Petrobras acabar investindo mais do que deveria. E se você tem um investimento maior do que o que você consegue entregar no cenário de Brent mais baixo, consequentemente você tira dividendo, não tem mágica”, diz Souza. Como o plano não ampliou gastos, afirma, o mercado deve receber bem.

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