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A resposta de Haddad ao risco de bomba fiscal criado pela oposição

Ministro disse que isenção até R$ 5 mil só será possível com neutralidade fiscal e que esse é o entendimento dos líderes

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 ago 2025, 11h54 • Atualizado em 27 ago 2025, 14h50
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 27, a reforma do Imposto de Renda precisa manter o princípio da neutralidade fiscal e que  houve um acordo feito com as lideranças do Congresso prevendo que a isenção para quem ganha até R$ 5 mil só será implementada se houver contrapartida. O plano da oposição e do Centrão para enfraquecer a principal promessa de campanha do presidente Lula é aprovar a isenção, mas bloquear a votação das medidas compensatórias que garantiriam o equilíbrio fiscal, criando rombo nas contas públicas.

    “Nós fizemos um entendimento com os líderes de que a reforma da renda, a isenção, tinha que ter compensação. Para que, do ponto de vista fiscal, ela fosse neutra. Eu creio, e tenho ouvido declarações do presidente Hugo Motta, de que esse compromisso vai ser honrado”, disse em entrevista ao UOL. “Não há hipótese de não haver compensação”, disse. ” Até porque esse é o tipo de bomba que não vai só estourar no colo do presidente Lula, vai estourar no colo do Brasil”.

    O ministro explicou que a proposta prevê uma alíquota mínima de 10% para quem recebe mais de R$ 1 milhão por ano, o mesmo percentual pago por trabalhadores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. Ele lembrou que, acima dessa faixa, a tributação pode chegar a 27%. “Estamos propondo que quem ganha mais de um milhão por ano pague o imposto de renda de quem ganha 5, 6 mil reais. Isso aqui é o mínimo que tem que ser feito”, afirmou, destacando que até economistas liberais elogiaram a medida.

    Haddad afirmou que a prioridade do governo até o fim de 2025 é aprovar a reforma do Imposto de Renda e um corte linear de 10% nos benefícios fiscais, que somam R$ 620 bilhões previstos para 2026.

    Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:

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