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Cartão de crédito é renda complementar para 20% dos usuários

O problema é que essa forma de utilização acaba levando ao endividamento, pois as pessoas perdem o controle dos gastos

Por Redação Atualizado em 4 jun 2018, 16h47 - Publicado em 4 jun 2018, 12h53

Um em cada cinco usuários de cartão de crédito fazem desse meio de pagamento uma renda complementar, segundo pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Diretores Lojistas (CNDL). Os seja, são consumidores que utilizam o cartão para continuar comprando mesmo quando o salário do mês já acabou.

O problema é que essa forma de utilização acaba levando ao endividamento, segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, pois muitos usuários perdem o controle dos gastos e compram além do que conseguem pagar quando a fatura chega.

“Se o dinheiro que o consumidor dispõe já não está sendo suficiente para cobrir os atuais gastos, certamente não será o bastante para pagar as despesas do mês seguinte, quando terá de arcar com a fatura do cartão de crédito e também quitar as contas do mês”, diz a economista.

As novas regras para a cobrança de juros no rotativo do cartão de crédito entraram em vigor na sexta-feira passada. A partir de agora, as operadoras não poderão mais cobrar juros especiais de clientes que estiverem no rotativo e ficarem inadimplentes.

Pela nova regra, a taxa de juros do rotativo passa a ser única, tanto para inadimplentes quanto para adimplentes. Mas as instituições poderão cobrar multa e juros de mora, por atraso, como ocorre em qualquer outra operação de crédito. No caso de valores de crédito rotativo já parcelado, a taxa de juros deve ser a da operação de parcelamento.

Quando o cartão é usado

A pesquisa mostrou ainda que 44% afirmam usar o cartão apenas em casos de necessidades pontuais ou imprevistos, outros 38% o fazem para parcelar as compras e 34% recorrem a ele para facilitar o pagamento de compras na internet.

O levantamento mostrou ainda que 41% dos consumidores já deixaram de fazer compras em estabelecimentos que não aceitam cartão de crédito como meio de pagamento. Desse total, 41% não vão mais a bares, restaurantes e lanchonetes, 35% não compraram com ambulantes e 19% desistiram de abastecer em postos de combustível. Outros 27% acabaram pagando suas compras de outra forma.

A pesquisa identificou que mais da metade dos gastos realizados com cartão de crédito são para comprar roupas, calçados e acessórios (54%). Em seguida vêm os eletrônicos (44%), as compras de supermercado e alimentos para a casa (43%) e itens de farmácia (40%).

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