1. Continuidade: mesmo agora com sete dos nove diretores indicados por Lula, a intenção de Galípolo é manter o ritmo da gestão Campos Neto, reduzindo ruídos e sem mudanças bruscas. Se você ouvir um rumor sobre reunião extraordinária do Copom, vai ser só isso mesmo, um rumor.
Previsibilidade: se o último Copom prometeu duas altas de juros de 1 ponto percentual cada, será preciso uma hecatombe para que as próximas reuniões do BC mudem o plano traçado.
Dólar sem meta: O BC pode seguir com os leilões de swap cambial em janeiro, mas para atender uma necessidade do mercado e não para fixar um ponto ótimo para a cotação do dólar. Há um consenso de que houve um overshooting em dezembro, mas vai errar quem esperar uma ação sistemática do BC para derrubar o dólar para, por exemplo, menos de R$ 6.
Onipresente: Galípolo é o economista mais ouvido por Lula, o que nem sempre significa que ele convença o presidente de suas ideias, como se viu no lançamento do pacote fiscal, mas é ilusão achar que ele vai renunciar ao privilégio do acesso direto ao presidente porque agora está na presidência do BC. Galipolo sabe que 90% do trabalho na política monetária depende de um ajuste real na política fiscal.
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