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Por Renata Firpo
Grandes negócios e tendências do mercado imobiliário. Renata Firpo é publicitária, consultora imobiliária e advogada pós-graduada em Direito imobiliário
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Um sistema de energia solar é capaz de evitar apagões?

Alternativa está em franca expansão em casas e prédios residenciais e comerciais no Brasil

Por Renata Firpo
Atualizado em 9 nov 2023, 09h55 - Publicado em 9 nov 2023, 09h53

Sexta-feira, 3 de novembro. Na data, a capital e algumas cidades do estado de São Paulo foram castigadas com a chuva e os vento fortes. Até hoje algumas famílias sofrem com a falta de energia elétrica ocasionada, na maioria dos casos, por quedas de árvores na fiação da rede de energia. O apagão acabou se tornando um grande problema pessoal e para os negócios, que dependem do fornecimento para se manter. Exemplos são os restaurantes e os frigoríficos perderam produtos por falta de refrigeração. As autoridades falharam em todos os níveis. O governo federal não fiscaliza e cobra como deveria as empresas concessionárias. No âmbito municipal, a prefeitura falha no trabalho de prevenção e de zeladoria, sendo que o ponto principal disso é a manutenção das árvores. O ideal mesmo seria aterrar toda a fiação, mas esse é um desejo que parece longe de ser realizado.

Resta ao consumidor cobrar incessantemente do poder público as providências necessárias. Uma alternativa energética em alta, a solar, não é capaz de blindar ninguém de apagões, já que o sistema ainda é ligado à distribuidora de energia, mas apresenta outras vantagens importantes, tanto é que a adesão a ele é cada vez maior por aqui. Este ano, o Brasil entrou, pela primeira vez, na lista dos dez países com maior potencia instalada acumulada da fonte solar fotovoltaica, ocupando hoje o oitavo lugar no ranking mundial. O chamado segmento de Geração Distribuída (GD) teve início no Brasil em 2012 pelas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, desde então, engloba um total de quase 1,5 milhão de unidades consumidoras com sistemas fotovoltaicos, com mais de 78% delas sendo residências.

Todo o mercado imobiliário comemora esses números. Não apenas as empresas que desenvolvem empreendimentos mais modernos, sustentáveis e econômicos, como os proprietários dos imóveis, que são os consumidores finais dessa mudança, por conta da redução nos custos que ganham no final do mês.

A energia solar é uma fonte alternativa, renovável e sustentável que provém da radiação da luz e do calor emanada diariamente pelo sol e é possível implementar o sistema em uma residência, em um prédio ou até mesmo em um grande condomínio. Ela pode ser utilizada por diferentes tecnologias, como aquecedores solares, painéis fotovoltaicos e usinas termossolares. Com o crescente número de adeptos, a expectativa é a de que, até 2040, o país contará com aproximadamente, 31% de sua matriz energética a partir da energia solar, sendo 27% produzido em pequena escala, em atividades em estabelecimentos comerciais de pequeno e médio porte, indústrias e residências.

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 Além da economia no bolso dos consumidores e no pouco impacto ambiental, por se tratar de uma energia limpa que não polui o meio ambiente, o uso de energia solar tem outrass vantagens, entre elas a de possuir um tempo de vida útil de mais de 25 anos e uma manutenção mais simples.

A instalação dos painéis que vão gerar essa energia costuma ser um processo rápido. O espaço disponível deve ser grande o suficiente para acomodar os painéis e atender as necessidades de consumo de energia da casa. É preciso verificar se o local da instalação comporta o peso das placas e o espaço necessário que elas demandam. A quantidade necessária de painéis vai depender do consumo de energia de cada residência que, com a mudança, pode ter uma economia de até 90% na sua conta mensal.

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