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Real Estate

Por Renata Firpo
Grandes negócios e tendências do mercado imobiliário. Renata Firpo é publicitária, consultora imobiliária e advogada pós-graduada em Direito imobiliário
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Quais são os motores por trás do crescimento das vendas de novos imóveis

A expectativa é a de que o mercado registre um crescimento de 15% em comparação ao mesmo período do ano passado

Por Renata Firpo
Atualizado em 9 Maio 2024, 12h19 - Publicado em 16 abr 2024, 10h49

O primeiro quadrimestre de 2024 deve fechar com ótimas notícias para o mercado imobiliário: a venda de imóveis residenciais novos vem crescendo em todo Brasil. Com isso, o comportamento do setor segue a tendência detectada no final do ano passado, quando se registrou um aumento de mais de 30% na quantidade de lançamentos. A expectativa agora é que o mercado registre ao longo de 2024 um crescimento de 15% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Além dos imóveis enquadrados no programa Minha Casa Minha Vida, que é a maior fatia do mercado de novos apartamentos, os maiores responsáveis por esse crescimento são os apartamentos de menor metragem, que viraram febre em todo Brasil. Com o aumento dos preços em função da valorização do mercado, um imóvel pequeno virou a solução para uma grande fatia da população que depende do FGTS e do crédito imobiliário para realizar o sonho da casa própria e essa realidade vem se mantendo.

Ainda que a taxa de juros esteja sendo reduzida pelo Banco Central nos últimos meses, ela ainda se encontra num patamar alto, o que inviabiliza os financiamentos de imóveis para uma parte considerável das pessoas. Em média, os grandes bancos como Itau e Bradesco estão aplicando a taxa anual de 11%, uma tímida queda se comparada com o ano anterior, que fechou com a média de 12%. O reflexo é sentido nas parcelas dos financimentos, que atingem valores capazes de impactar bastante o orçamento de muitas famílias. Daí a razão de buscar imóveis mais compactos.

Outra vantagem que os novos imóveis estão tendo é quando se compara com os valores das locações. Ainda vale a pena levar a sério o ensinamento dos nossos pais e investir em ter nossa própria casa, em vez de “jogar dinheiro fora” numa locação. Diante dos valores dos aluguéis, que são baseados em um percentual em torno de 0.5 % do valor de venda, encarar a parcela do financiamento mensalmente parece ser mesmo a opção mais inteligente.

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Ao comprar um imóvel na planta, o pagamento pode ser parcelado diretamente com a incorporadora ao longo da obra. entre parcelas maiores e menores, até que o saldo devedor seja quitado com um banco num fluxo de pagamento espaçado e mais tranquilo. Muitos ainda podem contar com a ajuda do FGTS, que permite ao trabalhador comprar ou quitar as parcelas de seu imóvel de até R$ 1,5 milhão.

Outra vantagem em comprar um apartamento novo é ter um olhar mais de investimento, aproveitando a sua valorização à medida que a obra vai avançando, até encontrar a melhor hora para vender o imóvel durante esse período. Com o lucro da diferença o investidor pode dar entrada em um outro apartamento de maior tamanho e manter esse ciclo de negócio girando. Essa prática de comprar e revender ainda com o imóvel inacabado é muito recorrente dos investidores do mercado imobiliário que acompanham o potencial de valorização do mercado e apostam alto no setor.

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