ASSINE VEJA NEGÓCIOS
Imagem Blog

Radar

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Daniel Gullino, Gabriel Sabóia, Marcelo Ribeiro e Pedro Pupulim. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Regiões Sul e Sudeste terão o maior prejuízo com tarifaço dos EUA, diz CNI

Veja como cada estado das regiões será afetado pela medida adotada pelos Estados Unidos contra o Brasil

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jul 2025, 16h52 •
  • Em termos de impacto financeiro, os estados do Sudeste e do Sul serão os mais prejudicados, apesar de contarem com maior diversificação de mercados na pauta exportadora, mostra o estudo da CNI sobre os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

    Depois de São Paulo, que acumula maior perda financeira, Rio Grande do Sul e Paraná são os estados mais afetados, com base em dados da Universidade Federal de Minas Gerais.

    Ocupando o segundo lugar de estado com maior impacto com o tarifaço, com potencial de retração de 1,917 bilhão de reais no PIB, o Rio Grande do Sul teve os Estados Unidos como terceiro maior destino de exportações, que totalizaram 1,8 bilhão de dólares no ano passado, representando 8,4% do total exportado.

    “Os principais setores exportadores do estado são produtos de metal (US$ 322 milhões, 17,4%), fumo (US$ 237 milhões, 12,8%), couro e calçados (US$ 188 milhões,10,1%)”, diz a CNI.

    No caso do Paraná, os EUA também aparecem como o terceiro principal destino comercial. “Em 2024, o estado exportou US$ 1,5 bilhão ao mercado americano, o que corresponde a 6,8% do total exportado no ano, sendo 97,5% provenientes da indústria de transformação. Madeira (US$ 614 mi, 38,7%), alimentos (US$277, 14,3%) e máquinas e equipamentos (US$ 217 mi, 13,7%) estão entre os principais setores exportados. O PIB estadual pode perder R$ 1,914 bilhão com o tarifaço de Donald Trump”, diz a CNI.

    Continua após a publicidade

    Santa Catarina aparece em quarto lugar na lista de maior prejuízo financeiro (R$ 1,7 bilhão), mas é o estado com a segunda maior queda no PIB prevista: -0,31%. “Quase tudo que o estado vende aos EUA vêm da indústria (99%): madeira (US$ 650,7 milhões, 37,2%), automóveis (US$ 258,6 milhões, 14,8%) e máquinas e materiais elétricos (US$ 232,5 mi, 13,3%)”, diz a CNI.

    Em quinto lugar, Minas Gerais pode amargar perdas de 1,6 bilhão de reais (-0,15% no PIB). “A participação da indústria nas exportações aos EUA foi de 66,1% em 2024. No total, Minas exportou US$ 4,6 bilhões aos americanos no ano passado, com destaque para metalurgia (US$ 1,7 bilhão, 37,6%); produção vegetal, animal e caça (US$ 1,5 bilhão, 33,6%) e alimentos (US$ 276 milhões, 6%). OS EUA são o 3º maior destino das vendas externas do estado”, diz a CNI.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).